Davidson Abreu - escritor

Davidson Abreu - escritor

terça-feira, 9 de dezembro de 2014


OS  MELHORES FILMES DE DRÁCULA

Drácula (Dracula – 1931)


A estreia de Bela Lugosi como o conde vampiro, que sua caracterização marcou o vampiro que todos nós temos em mente, com sua capa negra e seu penteado.
O poder hipnótico do vampiro é bem realçado com a forma que Lugosi gesticula e pelo seu olhar penetrante.



 O clima gótico a maneira de falar devido ao seu sotaque húngaro e seu modo de gesticular se adaptaram perfeitamente ao vampiro.

                                                   Action figure

Leia mais na matéria “O Drácula de Bela Lugosi”


O Vampiro da Noite (Horror of Dracula – 1958)


A estreia do “monstro” Christopher Lee interpretando Drácula e Peter Cushing como Van Helsing, em uma produção cinematográfica da Hammer.


             Cena clássica do combate final entre Van Helsing e Drácula


                       Busto em tiragem limitada. Justa homenagem.

Faz parte do elenco o ator inglês Michael Gough, lembrado por interpretar o mordomo Alfred, na antiga franquia de Batman.

O filme tem um tom de teatro inglês e o tradicional clima gótico dos filmes da Hammer.


Lee ficaria conhecido como o mais famoso intérprete de Drácula, tanto que foi o ator que encarnou o personagens por mais vezes.

Esse filme é inspirado na obra de Stoker, mas como de costume há várias alterações e supressão de personagens.

Foi o melhor dos filmes protagonizado por Lee e um dos melhores sobre o vampiro.

           Há uma riqueza em bustos e actions figure do filme.



Um verdadeiro clássico.
Leia mais na matéria “O Drácula de Christopher Lee”

O Conde Drácula (Scars of Dracula – 1970)




     Sendo esse uma das continuações da série da Hammer, como seria costumeiro o filme foge da história original, sendo o único pertencente a obra de Stoker o próprio Drácula.
Mesmo assim, os filmes da Hammer que não seguiam o livro trouxeram colaborações importantes a mitologia do vampiro.
Esse em especial é o mais violento da série, principalmente em uma cena de esquartejamento que provocou horror para a época.
Em tempos que não havia computação gráfica e raros efeitos especiais, o medo ficava a cargo da interpretação de Lee, com sua presença e seu olhar assassino.
Hoje chega a ser engraçado as cenas com os morcegos de borracha pendurados por fios.
Esses filmes foram motivos de pesadelos para os espectadores da época, e até pra mim que me recordo como sendo o primeiro filme do gênero que assisti no início da década de 80 quando era bem criança.

Na história um rapaz e a namorada de seu irmão vão atrás dele que em fuga da cidade, devido a suas aventuras amorosas, se perde e encontra a morte no castelo de Drácula.


                               Sequencia final do filme.

A morte do conde foi bem elaborada e de forma inesperada.

Leia mais na matéria “O Drácula de Christopher Lee”


Drácula – O Demônio das Trevas (Dracula – 1973)  



Desta vez quem encarna o conde nessa versão para a TV é Jack Palance, muito conhecido posteriormente pela série “Acredite se Quiser”, apesar de ser também reconhecido por outros muitos filmes.
Apesar de ter sido feito para a TV, a produção e a história, até então muito fiel ao livro, era de uma qualidade superior aos filmes da Hammer, mas Palance não conseguiu se aproximar do carisma de Lee, apesar de sua boa atuação.
Faltou também um intérprete a altura de Van Helsing.

O filme trás novidades muito pertinentes, como a associação da pessoa de Drácula com o príncipe Vlad Tepes.



É o primeiro a inserir o tema de reencarnação da esposa de Drácula em Lucy.
Devido a troca dos nomes de personagens entre livros e produções do cinema e TV, o normal seria a reencarnação em Mina, esposa de Harker.
Diferente dos filmes da Hammer, esse em uma cena em que Drácula é atacado, inclusive sendo atingido por um tiro, mostra a superioridade física do vampiro em relação a outros homens.
Nos filmes da Hammer, apesar de mais forte, Drácula tinha certa dificuldade de vencer seus inimigos nas raras cenas de luta corporal.
Sempre que assisto aos filmes da Hammer fico imaginando como Drácula venceria facilmente os fracos oponentes que cruzam seu caminho, com excessão de Van Helsing.
O filme chegou a passar nos cinemas brasileiros e algumas poucas vezes na TV.
É muito bom mesmo.

O desenhista Gene Colan se inspirou em Palance ao desenhar para a editora Marvel a série A Tumba de Drácula.
 

         São bem procuradas as Actions figure desse personagem da Marvel.


 Essa sem dúvida é uma das melhores estatuas do gênero, porem o preço $$$$...

                                  Essa action figure já é mais acessível

Drácula (Dracula – 1979)




Neste filme a difícil tarefa de substituir a imagem de Christopher Lee, ficou a cargo do competente Frank Langella, mas é quase impossível substituir uma lenda.

No final dos anos 50 e nos anos 60, a simples presença de Lee nas telas dos cinemas já causavam medo.


Frank Langella faz um Drácula mais charmoso, quase galã.

             O filme relembra os poderes hipnóticos do conde, muito bem realçado com o filme de Bela Lugosi. Perceba o detalhe da mão de Langella semelhante como Lugosi fazia.

Ganhou o Saturn Award, em 1979, de melhor filme


Laurence Olivier é competente em substituir Peter Cushing, apesar de um pouco velho e cansado.


Como costumava ser até então, há alterações na história de Bram Stoker.

“Durante uma tempestade, o navio "Demeter" sofre um naufrágio no litoral de Whitby, Inglaterra, por volta dos anos de 1920. Apenas o passageiro Conde Drácula da Transilvânia é encontrado vivo, ajudado por Mina Van Helsing, uma frágil mulher que visitava sua amiga Lucy Seward, filha do médico de um manicômio local. Logo depois o Conde é convidado para jantar com Mina e seus amigos, Lucy e o pai dela, Dr. Jack Seward, na mansão que serve de manicômio. Durante o jantar, o Conde impressiona Lucy, provocando os ciúmes de seu namorado, Jonathan Harker, o procurador de Drácula e que o auxiliara na compra da propriedade da Abadia de Carfax.


Pouco depois Mina morre, causando remorsos em Lucy que acha que não ajudara a amiga doente. O Dr. Jack chama então à Inglaterra o pai de Mina, o Professor Abraham Van Helsing. O professor investiga os acontecimentos e logo suspeita de que Mina foi vítima de um vampiro.”


Toda a produção é muito superior aos filmes da Hammer, que sobreviveram graças ao clima gótico, do próprio personagem e ao talento de Christopher Lee e Peter Cushing.


Drácula, de Bram Stoker – (Bram Stoker’s Dracula)



     Excelente produção de Francis Ford Coppola na mais fiel adaptação da obra de Stoker.
Umas das inclusões é sobre Mina ser a reencarnação de sua finada esposa.
Também conta a origem do vampiro, sendo a primeira vez que a ideia é mostrada no cinema.

Mantém, e sem dúvida amplia, o clima gótico.




Recheado de ótimos atores como Antony Hopkins que dá vida a um Van Helsing sagaz e sarcástico, sendo equivalente ou melhor do que a interpretação de Peter Cushing.



Keano Reeves ótimo como Harker, Winona Ryder como Mina.
E Gary Oldman como Drácula. Ótima interpretação, apesar de eu preferir imensamente o Drácula de Lee. 
A única coisa que eu nunca havia imaginado era o conde chorando em uma das cenas.


                 Oldman, como Drácula já rejuvenescido, ampara Mina (Winona)

        No conjunto foi o melhor filme do gênero.


         Actions figure de Drácula em metamorfose de morcego e lobo

sábado, 4 de janeiro de 2014

A Tumba de Drácula

A Tumba de Drácula



Foi o nome de uma série de quadrinhos da editora Marvel sobre o Conde vampiro, de 1972 a 1979, totalizando 70 edições.
A arte ficou do início ao fim a cargo de Gene Colan que cumpriu muito bem seu papel dando um clima sombrio e diferente de outras HQ.

                                                  O artista

No Brasil foi trazida pela editora Bloc, em 1976.
Curiosamente, Colan não se inspirou no aspecto clássico do vampiro que era baseado nos atores Bela Lugosi (leia nesse blog “O Drácula de Bela Lugosi”) ou Christopher Lee (leia nesse blog “O Drácula de Christopher Lee”), mas sim no ator Jack Palance, que viveria o personagem em um longa metragem televisivo produzido em 1973, aliás, um ótimo filme (leia nesse blog em “Os Melhores Filmes de Drácula”).



Os argumentos da HQ ficaram a cargo de Marv Wolfman a partir da sétima edição, que construiu muito bem os personagens e contribuiu para o sucesso da série.
Com eu digo, sempre é fácil imitar ou mais fácil aprimorar o que já foi feito. O difícil é a criação.

                                           O argumentista

Nessa conjectura, se retornarmos a época, vemos o quanto bem feito era o argumento e a construção de seus personagens.
Após o ressurgimento do vampiro por causa de um de seus ancestrais, Frank Drake, forma-se um grupo para caçá-lo, composto por Dr. Quincey Harker, filho de Jonathan e Mina, os personagens da obra de Bram Stoker, Drª Rachel Van Helsing, neta de Abraham Van Helsing, e outros que vão surgindo com o passar das edições, incluindo aí um filho e uma filha do vampiro.
No desenvolvimento da HQ surge “O Faquista”, tradução nacional, que na verdade é Blade, o mesmo dos filmes do cinema.


                                            Visual do "faquista" como era conhecido no Brasil.

                                Versão para o cinema com Wesley Snipes

Com o passar dos anos Blade foi tendo seu visual alterado, e após os filmes os desenhos acompanharam a caracterização do cinema.
A Tumba de Drácula foi a série de maior continuidade tendo um vilão como personagem principal.
Na mesma época, Drácula tem um encontro com o Homem Aranha e também um embate com Dr. Estranho, após o fim da série.



Em 1980 foi produzido pela Toei uma animação baseada na série em quadrinhos com o título de "Ouro Harmnoy Drácula: Sovereign of the Damned".
Infelizmente o material é inédito no Brasil, mas é possível encontrar no youtube.



Há outras aparições pela Marvel, mas não fazem muito sentido, como quando enfrenta os X-MEN, pois anteriormente Dr. Estranho havia acabado com todos os vampiros na história de dezembro de 1983.



Há poucos anos a Marvel lançou a série “A Morte de Drácula”, com a temática diferente, mas uma caracterização legal, que lembra o Drácula do início do filme “Drácula, de Bram Stoker”com sua armadura vermelha.



O sucesso levou a fabricação de belos exemplos de action figure baseados na arte da HQ.



Em 2004 a Marvel lançou uma série de 6 episódios com a versão moderna da A Tumba de Drácula. Lastimável.




Bom mesmo é o clássico!


Para ler as edições em seu computador:

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Os Monstros Dos Estúdios Hammer

Os Monstros Dos Estudios Hammer



     A Hammer é uma empresa britânica que foi fundada em 1934, mas ficou famosa por suas produções de terror entre 1955 e 1979, sendo seu auge na década de 60.
     A empresa cessou a produção em meados da década de 80.
     A primeira experiência que rendeu significativamente com o terror foi com o filme de ficção cientifica “Terror que Mata” de 1955, posteriormente teve uma continuação.
     Em 1957 o estúdio acertou com o filme A Maldição de Frankenstein, com Christopher Lee no papel do monstro e Peter Cushing como o Dr. Frankenstein.



     Essa dupla participaria de vários outros filmes da Hammer, mas sempre serão lembrados como Drácula e Van Helsing.
     Nessa época não era comum nos filmes aparecer o sangue nas cenas violentas, mas dessa vez o sangue, produzido com um vermelho berrante, aparecia explicitamente.
     Foi o primeiro filme de horror gótico da Hammer.

     Em 1958 foi lançado o incrível O vampiro da Noite - “Horror of Dracula”, com os atores citados acima.


     O filme quebrou recordes de bilheteria.

     Em 1960 foi lançado As Noivas de Drácula, Cushing retornou a seu personagem, mas Lee não.



     Em 1959 foi a vez de A Múmia, Cushing no papel do “mocinho” e Lee como a múmia Kharis.


     Os recordes foram novamente quebrados.

     Em 1962 foi produzido o Fantasma da Ópera, com outros atores.



     Aproveitando o sucesso de Frankenstein, fizeram outros filmes com o personagem:



                         Pelo naipe da criatura já dá pra ver a qualidade do filme.

     The Evil Of Frankenstein (1964), Frankenstein Cread Woman (1967), Frankenstein Must be Destroyed (1969), The Horror of Frankenstein (1970) e Frankenstein end the Monster From Hell (1974).
    Todos estrelados por Cushing.



    Da mesma forma Drácula teve várias sequências:

     As Noivas de Drácula (1960), Dracula: Prince of Darkness (1966), Dracula Has Risen from the Grave (1968), Taste the Blood of Dracula (1969), Scars of Dracula (1970), Dracula AD 1972 (1972), The Satanic Rites of Dracula (1973), A Lenda dos 7 Vampiros de Ouro (1974).

     Alguns foram bons filmes outros bem ruins, com um roteiro mal aproveitado, tanto é que Christopher Lee desanimado com as histórias que em "Drácula, O Príncipe das Trevas" se recusa a falar. Passa o filme inteiro sem dizer uma palavra.
     O baixo orçamento também contribui contra os filmes.
     O que salvava era o clima gótico e a excelente interpretação de Lee, em uma época com poucos efeitos especiais, a tensão e o medo ficam por conta de sua expressão. Leia mais nesse blog em “O Drácula de Christopher Lee”.

          Um dos filmes da trilogia de Karstein, com a vampira Carmilla. O livro foi lançado 25 anos antes da obra de Stoker.

     E mesmo em alguns filmes ruins apresentaram algumas idéias que foram mantidas até hoje na mitologia de Drácula, como suas diversas ressurreições, e também, por exemplo, uma cena em que retira de seu peito uma estaca que não acertou seu coração.
     Outra curiosidade é que as histórias, boas ou ruins, eram originais, pois exceto em "O Vampiro da Noite", não seguiam a obra de Stoker, participando para a construção da mitologia do personagem como conhecemos hoje.

     O último filme, A Lenda dos 7 Vampiros de Ouro, talvez tenha sido o pior, onde junto aos estúdios de Hong Kong uniram o tema do vampiro com o de artes marciais, já que esse tema era moda nos anos 70. Uma pena Peter Cushing ter se submetido a isso.



     Foram produzidos também outros filmes da Múmia, de Frankenstein, uma série de filmes com o tema garotas e cavernas, thrillers psicológicos, etc.
     Entre outros filmes também estavam O Abominável Homem das Neves (1957), A Maldição do Lobisomem (1960), As Duas Faces do Dr. Jekill (1961), etc.





     No final dos anos 60 e nos anos 70 as produções americanas de terror inovaram com O Bebê de Rosemary (1968), Noite dos Mortos Vivos, e outros, tornaram a vida da Hammer um pouco mais difícil e tiveram dificuldades de acompanhar as inovações do gênero.
     Nos anos 70 a empresa chegou à beira da falência.
     Em 2007 o produtor holandês John De Mol comprou os direitos da Hammer Films através de sua empresa Cyrte Investiments.

     Algumas produções já foram realizadas e outras estão em desenvolvimento, como por exemplo o suspense A Inquilina (2011), com Hillary Swank, Jeffrey, Dean Morgan contando com a participação do saudoso Christopher Lee. 
  


 A mulher de preto, com a péssima atuação de Daniel Radcliffe, conhecido por Harry Potter, apesar disso foi um bom filme e rendeu uma continuação com outros atores.



     Esperamos que a Hammer retorne a seus dias de glória sangrenta.

                                 Selos homenageando a Hammer Films