Davidson Abreu - escritor

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quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

DRÁCULA A História Nunca Contada

DRÁCULA
A História Nunca Contada



Um novo filme e uma nova decepção.
A ideia foi mais do que interessante em contar a origem do vampiro mais famoso de todas as mídias.
Esse fato nunca foi esclarecido por Bram Stoker em sua obra.
Foi ligeiramente bem abordado no filme Drácula, de Bram Stoker, dirigido por Francis Ford Copolla, que deixou no ar a vontade de saber sobre essa fase do vampiro.
No filme de 1992 sua origem é explicada após o suicídio de sua amada e a impossibilidade dela ser enterrada em solo cristão e estar condenada ao inferno o faz renegar a Cristo, e num acesso de fúria, Vlad crava sua espada na cruz da capela de seu castelo e dela escorre sangue.
Ele bebe esse sangue, dando a entender que a partir daí torou-se o vampiro.

                                  O inigualável filme de Copolla

Já no filme Drácula 2000, esse um pouco exagerado com foco no público adolescente ao estilo de Blade, a origem é um tanto curiosa.
Mostra ao final que Drácula na verdade era Judas Escariote !!!
Por isso era imortal. Sua aversão à prata se deu devido ao fato de ter traído Jesus por trinta moedas de prata, e a vulnerabilidade a madeira e aos símbolos cristãos devido a crucificação de Cristo. Sendo que sua imortalidade era uma maldição pelo seu feito.

                             Gerard Butler em Drácula 2000

Quando assisti ao trailer de Drácula – A História Nunca Contada, fiquei entusiasmado ingenuamente. Se me esforçasse um pouco saberia o que estava pra vir.
O cinema americano busca atingir um grande público indiferente se o filme é bom ou ruim.
Então tenta sempre a censura livre ou quase, portanto, não seria um filme de terror. E Drácula é terror.
Aproveitando a moda e a facilidade de hoje em efeitos especiais transformaram Drácula em um super herói, nem ao menos para ser um supervilão.
Vejamos a sinopse:

“Os habitantes da Transilvânia sempre foram inimigos dos turcos, com quem tiveram batalhas épicas. Para evitar que sua população fosse massacrada, o rei local aceitou entregar aos turcos centenas de crianças. Entre elas estava seu próprio filho, Vlad Tepes (Luke Evans), que aprendeu com os turcos a arte de guerrear. Logo Vlad ganhou fama pela ferocidade nas batalhas e também por empalar os derrotados. De volta à Transilvânia, onde é nomeado príncipe, ele governa em paz por 10 anos. Só que o rei Mehmed (Dominic Cooper) mais uma vez exige que 100 crianças sejam entregues aos turcos. Vlad se recusa e, com isso, inicia uma nova guerra. Para vencê-la, ele recorre a um ser das trevas (Charles Dance) que vive pela região. Após beber o sangue dele, Vlad se torna um vampiro e ganha poderes sobrehumanos.”

                                   set de filmagens

Basicamente é isso ai.
A ideia é boa. Algumas cenas são bem legais e os efeitos são bons, mas há muito tempo isso deixou de ser a receita de sucesso, ainda mais quando se trata de um personagem conhecido e já muito bem retratado.
Seus poderes são exagerados, o que tornaria impossível ele ser destruído por Van Helsing e seus amigos séculos depois.
Seu passado de empalador é apenas comentado, e nem dão muita bola pra isso.
Nem ao menos ele aparenta ser uma pessoa dura ou autoritária.
Mostra-se como um bom e amável rei.
A dificuldade para produzirem um filme do Drácula começa pela escolha dos atores que irão compor o personagem.
Pois sempre serão comparados a Bela Lugosi, Christopher Lee, Frank Langela, Gary Oldman e até mesmo, em uma escala menos exigente, Gerard Butler.


Marcaram como o personagem:Bela Lugosi, Frank Langella, Christopher Lee e Gary Oldman

Deve também ter em mente onde quer chegar com o seu filme.
Se é fazer o tipo Senhor dos Anéis, como disse o próprio diretor, escolha outro personagem.
Na verdade utilizaram uma boa ideia tentando usar todas as receitas para ganha dinheiro: personagem conhecido, tema da moda, efeitos especiais digitais, censura amena, igual aos filmes baseados em super heróis de HQ, e deixa um final para uma continuação na esperança de se tornar uma franquia.
Como se não bastasse o filme ainda abusa do clichê da ressurreição, só que dessa vez Drácula é um suicida!



Ao final, como não poderia deixar de ser, aparece aquela breve cena que deixa aberto para uma continuação, ou como sonham seus produtores, uma franquia.
Mas já é mostrado em nossos dias atuais, e assim perdem outra ótima oportunidade de sucesso: a de mostrar histórias do príncipe vampiro em outros séculos, coisa que nunca foi produzido.
O filme não é de todo ruim, como já disse. Boas cenas, bons momentos, e só. 
Para assistir descompromissado. O grande problema é terem escolhido o personagem que está caracterizado de forma concreta na mente de todos.

Que saudade de Christopher Lee, que mesmo nos filmes ruins que interpretou o vampiro, sua aparição causava calafrios.


terça-feira, 9 de dezembro de 2014


OS  MELHORES FILMES DE DRÁCULA

Drácula (Dracula – 1931)


A estreia de Bela Lugosi como o conde vampiro, que sua caracterização marcou o vampiro que todos nós temos em mente, com sua capa negra e seu penteado.
O poder hipnótico do vampiro é bem realçado com a forma que Lugosi gesticula e pelo seu olhar penetrante.



 O clima gótico a maneira de falar devido ao seu sotaque húngaro e seu modo de gesticular se adaptaram perfeitamente ao vampiro.

                                                   Action figure

Leia mais na matéria “O Drácula de Bela Lugosi”


O Vampiro da Noite (Horror of Dracula – 1958)


A estreia do “monstro” Christopher Lee interpretando Drácula e Peter Cushing como Van Helsing, em uma produção cinematográfica da Hammer.


             Cena clássica do combate final entre Van Helsing e Drácula


                       Busto em tiragem limitada. Justa homenagem.

Faz parte do elenco o ator inglês Michael Gough, lembrado por interpretar o mordomo Alfred, na antiga franquia de Batman.

O filme tem um tom de teatro inglês e o tradicional clima gótico dos filmes da Hammer.


Lee ficaria conhecido como o mais famoso intérprete de Drácula, tanto que foi o ator que encarnou o personagens por mais vezes.

Esse filme é inspirado na obra de Stoker, mas como de costume há várias alterações e supressão de personagens.

Foi o melhor dos filmes protagonizado por Lee e um dos melhores sobre o vampiro.

           Há uma riqueza em bustos e actions figure do filme.



Um verdadeiro clássico.
Leia mais na matéria “O Drácula de Christopher Lee”

O Conde Drácula (Scars of Dracula – 1970)




     Sendo esse uma das continuações da série da Hammer, como seria costumeiro o filme foge da história original, sendo o único pertencente a obra de Stoker o próprio Drácula.
Mesmo assim, os filmes da Hammer que não seguiam o livro trouxeram colaborações importantes a mitologia do vampiro.
Esse em especial é o mais violento da série, principalmente em uma cena de esquartejamento que provocou horror para a época.
Em tempos que não havia computação gráfica e raros efeitos especiais, o medo ficava a cargo da interpretação de Lee, com sua presença e seu olhar assassino.
Hoje chega a ser engraçado as cenas com os morcegos de borracha pendurados por fios.
Esses filmes foram motivos de pesadelos para os espectadores da época, e até pra mim que me recordo como sendo o primeiro filme do gênero que assisti no início da década de 80 quando era bem criança.

Na história um rapaz e a namorada de seu irmão vão atrás dele que em fuga da cidade, devido a suas aventuras amorosas, se perde e encontra a morte no castelo de Drácula.


                               Sequencia final do filme.

A morte do conde foi bem elaborada e de forma inesperada.

Leia mais na matéria “O Drácula de Christopher Lee”


Drácula – O Demônio das Trevas (Dracula – 1973)  



Desta vez quem encarna o conde nessa versão para a TV é Jack Palance, muito conhecido posteriormente pela série “Acredite se Quiser”, apesar de ser também reconhecido por outros muitos filmes.
Apesar de ter sido feito para a TV, a produção e a história, até então muito fiel ao livro, era de uma qualidade superior aos filmes da Hammer, mas Palance não conseguiu se aproximar do carisma de Lee, apesar de sua boa atuação.
Faltou também um intérprete a altura de Van Helsing.

O filme trás novidades muito pertinentes, como a associação da pessoa de Drácula com o príncipe Vlad Tepes.



É o primeiro a inserir o tema de reencarnação da esposa de Drácula em Lucy.
Devido a troca dos nomes de personagens entre livros e produções do cinema e TV, o normal seria a reencarnação em Mina, esposa de Harker.
Diferente dos filmes da Hammer, esse em uma cena em que Drácula é atacado, inclusive sendo atingido por um tiro, mostra a superioridade física do vampiro em relação a outros homens.
Nos filmes da Hammer, apesar de mais forte, Drácula tinha certa dificuldade de vencer seus inimigos nas raras cenas de luta corporal.
Sempre que assisto aos filmes da Hammer fico imaginando como Drácula venceria facilmente os fracos oponentes que cruzam seu caminho, com excessão de Van Helsing.
O filme chegou a passar nos cinemas brasileiros e algumas poucas vezes na TV.
É muito bom mesmo.

O desenhista Gene Colan se inspirou em Palance ao desenhar para a editora Marvel a série A Tumba de Drácula.
 

         São bem procuradas as Actions figure desse personagem da Marvel.


 Essa sem dúvida é uma das melhores estatuas do gênero, porem o preço $$$$...

                                  Essa action figure já é mais acessível

Drácula (Dracula – 1979)




Neste filme a difícil tarefa de substituir a imagem de Christopher Lee, ficou a cargo do competente Frank Langella, mas é quase impossível substituir uma lenda.

No final dos anos 50 e nos anos 60, a simples presença de Lee nas telas dos cinemas já causavam medo.


Frank Langella faz um Drácula mais charmoso, quase galã.

             O filme relembra os poderes hipnóticos do conde, muito bem realçado com o filme de Bela Lugosi. Perceba o detalhe da mão de Langella semelhante como Lugosi fazia.

Ganhou o Saturn Award, em 1979, de melhor filme


Laurence Olivier é competente em substituir Peter Cushing, apesar de um pouco velho e cansado.


Como costumava ser até então, há alterações na história de Bram Stoker.

“Durante uma tempestade, o navio "Demeter" sofre um naufrágio no litoral de Whitby, Inglaterra, por volta dos anos de 1920. Apenas o passageiro Conde Drácula da Transilvânia é encontrado vivo, ajudado por Mina Van Helsing, uma frágil mulher que visitava sua amiga Lucy Seward, filha do médico de um manicômio local. Logo depois o Conde é convidado para jantar com Mina e seus amigos, Lucy e o pai dela, Dr. Jack Seward, na mansão que serve de manicômio. Durante o jantar, o Conde impressiona Lucy, provocando os ciúmes de seu namorado, Jonathan Harker, o procurador de Drácula e que o auxiliara na compra da propriedade da Abadia de Carfax.


Pouco depois Mina morre, causando remorsos em Lucy que acha que não ajudara a amiga doente. O Dr. Jack chama então à Inglaterra o pai de Mina, o Professor Abraham Van Helsing. O professor investiga os acontecimentos e logo suspeita de que Mina foi vítima de um vampiro.”


Toda a produção é muito superior aos filmes da Hammer, que sobreviveram graças ao clima gótico, do próprio personagem e ao talento de Christopher Lee e Peter Cushing.


Drácula, de Bram Stoker – (Bram Stoker’s Dracula)



     Excelente produção de Francis Ford Coppola na mais fiel adaptação da obra de Stoker.
Umas das inclusões é sobre Mina ser a reencarnação de sua finada esposa.
Também conta a origem do vampiro, sendo a primeira vez que a ideia é mostrada no cinema.

Mantém, e sem dúvida amplia, o clima gótico.




Recheado de ótimos atores como Antony Hopkins que dá vida a um Van Helsing sagaz e sarcástico, sendo equivalente ou melhor do que a interpretação de Peter Cushing.



Keano Reeves ótimo como Harker, Winona Ryder como Mina.
E Gary Oldman como Drácula. Ótima interpretação, apesar de eu preferir imensamente o Drácula de Lee. 
A única coisa que eu nunca havia imaginado era o conde chorando em uma das cenas.


                 Oldman, como Drácula já rejuvenescido, ampara Mina (Winona)

        No conjunto foi o melhor filme do gênero.


         Actions figure de Drácula em metamorfose de morcego e lobo

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Os Monstros Dos Estúdios Hammer

Os Monstros Dos Estudios Hammer



     A Hammer é uma empresa britânica que foi fundada em 1934, mas ficou famosa por suas produções de terror entre 1955 e 1979, sendo seu auge na década de 60.
     A empresa cessou a produção em meados da década de 80.
     A primeira experiência que rendeu significativamente com o terror foi com o filme de ficção cientifica “Terror que Mata” de 1955, posteriormente teve uma continuação.
     Em 1957 o estúdio acertou com o filme A Maldição de Frankenstein, com Christopher Lee no papel do monstro e Peter Cushing como o Dr. Frankenstein.



     Essa dupla participaria de vários outros filmes da Hammer, mas sempre serão lembrados como Drácula e Van Helsing.
     Nessa época não era comum nos filmes aparecer o sangue nas cenas violentas, mas dessa vez o sangue, produzido com um vermelho berrante, aparecia explicitamente.
     Foi o primeiro filme de horror gótico da Hammer.

     Em 1958 foi lançado o incrível O vampiro da Noite - “Horror of Dracula”, com os atores citados acima.


     O filme quebrou recordes de bilheteria.

     Em 1960 foi lançado As Noivas de Drácula, Cushing retornou a seu personagem, mas Lee não.



     Em 1959 foi a vez de A Múmia, Cushing no papel do “mocinho” e Lee como a múmia Kharis.


     Os recordes foram novamente quebrados.

     Em 1962 foi produzido o Fantasma da Ópera, com outros atores.



     Aproveitando o sucesso de Frankenstein, fizeram outros filmes com o personagem:



                         Pelo naipe da criatura já dá pra ver a qualidade do filme.

     The Evil Of Frankenstein (1964), Frankenstein Cread Woman (1967), Frankenstein Must be Destroyed (1969), The Horror of Frankenstein (1970) e Frankenstein end the Monster From Hell (1974).
    Todos estrelados por Cushing.



    Da mesma forma Drácula teve várias sequências:

     As Noivas de Drácula (1960), Dracula: Prince of Darkness (1966), Dracula Has Risen from the Grave (1968), Taste the Blood of Dracula (1969), Scars of Dracula (1970), Dracula AD 1972 (1972), The Satanic Rites of Dracula (1973), A Lenda dos 7 Vampiros de Ouro (1974).

     Alguns foram bons filmes outros bem ruins, com um roteiro mal aproveitado, tanto é que Christopher Lee desanimado com as histórias que em "Drácula, O Príncipe das Trevas" se recusa a falar. Passa o filme inteiro sem dizer uma palavra.
     O baixo orçamento também contribui contra os filmes.
     O que salvava era o clima gótico e a excelente interpretação de Lee, em uma época com poucos efeitos especiais, a tensão e o medo ficam por conta de sua expressão. Leia mais nesse blog em “O Drácula de Christopher Lee”.

          Um dos filmes da trilogia de Karstein, com a vampira Carmilla. O livro foi lançado 25 anos antes da obra de Stoker.

     E mesmo em alguns filmes ruins apresentaram algumas idéias que foram mantidas até hoje na mitologia de Drácula, como suas diversas ressurreições, e também, por exemplo, uma cena em que retira de seu peito uma estaca que não acertou seu coração.
     Outra curiosidade é que as histórias, boas ou ruins, eram originais, pois exceto em "O Vampiro da Noite", não seguiam a obra de Stoker, participando para a construção da mitologia do personagem como conhecemos hoje.

     O último filme, A Lenda dos 7 Vampiros de Ouro, talvez tenha sido o pior, onde junto aos estúdios de Hong Kong uniram o tema do vampiro com o de artes marciais, já que esse tema era moda nos anos 70. Uma pena Peter Cushing ter se submetido a isso.



     Foram produzidos também outros filmes da Múmia, de Frankenstein, uma série de filmes com o tema garotas e cavernas, thrillers psicológicos, etc.
     Entre outros filmes também estavam O Abominável Homem das Neves (1957), A Maldição do Lobisomem (1960), As Duas Faces do Dr. Jekill (1961), etc.





     No final dos anos 60 e nos anos 70 as produções americanas de terror inovaram com O Bebê de Rosemary (1968), Noite dos Mortos Vivos, e outros, tornaram a vida da Hammer um pouco mais difícil e tiveram dificuldades de acompanhar as inovações do gênero.
     Nos anos 70 a empresa chegou à beira da falência.
     Em 2007 o produtor holandês John De Mol comprou os direitos da Hammer Films através de sua empresa Cyrte Investiments.

     Algumas produções já foram realizadas e outras estão em desenvolvimento, como por exemplo o suspense A Inquilina (2011), com Hillary Swank, Jeffrey, Dean Morgan contando com a participação do saudoso Christopher Lee. 
  


 A mulher de preto, com a péssima atuação de Daniel Radcliffe, conhecido por Harry Potter, apesar disso foi um bom filme e rendeu uma continuação com outros atores.



     Esperamos que a Hammer retorne a seus dias de glória sangrenta.

                                 Selos homenageando a Hammer Films


segunda-feira, 19 de setembro de 2011

O DRÁCULA DE CHRISTOPHER LEE - II

                                           2ª PARTE                            
                               Busto do Drácula na interpretação de Lee

     
Drácula no Mundo da Minissaia - Dracula AD - 1972
O filme trás Drácula a Londres dos anos 1970, com todas as suas nuances e grupos diferenciados. Marca também a volta de Peter Cushing como Van Helsing, personagem que não participava das tramas desde As Noivas deDrácula (1960). Vários títulos foram usados neste filme: "Dracula '72" e "Dracula Chelsea '72" (Inglaterra), "Dracula jagt Mini-Mädchen" (Dracula Chases the Mini-girls ou Dracula Persegue as Garotas de Minissaia) (Alemanha) e "Dracula '73" (título com o qual foi lançado na França em 1973).
Apesar da tradução do titulo parecer comédia, não é A idéia de trazer Drácula para o mundo moderno foi da Warner Bros logo após ver o tremendo sucesso de"Conde Yorga, Vampiro", um filme de vampirismo contemporâneo. Com isso, a WB encomendou dois filmes com a Hammer em que Drácula viveria no mundo atual. O pedido também veio após alguns estranhos envolvendo vampirismo no fim de 1969.
 Londres, 1872, uma luta final entre Lawrence Van Helsing e o Conde Drácula. Van Helsing consegue destruir seu inimigo, que vira pó, mas em razão dos ferimentos sofridos acaba morrendo.

     Curiosidade: na foto acima, a cena em que Drácula morre no início do filme, abaixo a capa de uma HQ em que o artista claramente copiou da cena do filme.

Alguém pega o anel de Drácula e recolhe um pouco de suas cinzas em uma ampola. Exatamente 100 anos depois alguns jovens, comandados por Johnny Alucard (Christopher Neame), fazem uma missa negra, sendo que uma das participantes era Jessica Van Helsing (Stephanie Beacham), descendente do caçador de vampiros.
 Como ela, quase todos estavam ali de brincadeira, mas quando a cerimônia toma um rumo inesperado a maioria foge e não vê que Johnny ressuscitou Drácula, que imediatamente suga todo o sangue de Laura Bellows, a única do grupo além de Johnny que não partira. Drácula agora quer se vingar dos descendentes de Van Helsing, sendo que o único que pode enfrentá-lo é o professor Van Helsing (Peter Cushing), o avô de Laura, que é um estudioso do assunto.

           
A sequência inicial é muito boa, e dá a impressão de que o filme seria muito melhor.

O filme é inovador, mas poderia ter  sido melhor. A luta inicial entre Drácula e Van Helsing, em cime de uma carruagem, dava a impressão de que o filme seria melhor. O sobrenome de Jonhy, Alucard, é Drácula de trás para frente, essa idéia já havia sido utilizada em outro filme de 1943, conceito utilizado no jogo Castlevania, em outros filmes e na animação Heel Sing A morte de Drácula no final é muito simplista.

Os Ritos Satanicos de Drácula - The Satanic Rites of Dracula – 1973


Um agente do serviço secreto britânico, Hanson, está investigando as ações misteriosas de uma seita demoníaca liderada pela sacerdotisa vampira Chin Yang, que realiza rituais de satanismo na mansão “Pelham House” nos arredores de Londres, um local de reuniões de um suposto grupo de pesquisas paranormais. Porém, ele é capturado, espancado e torturado, por descobrir que os responsáveis pelos ritos de magia negra são poderosos cidadãos da sociedade inglesa.
Conseguindo escapar ele passa as informações da investigação para seus superiores, que solicitam auxílio ao antropólogo Prof. Van Helsing (Peter Cushing), renomado cientista especialista em ocultismo e vampirismo, cuja missão histórica de sua família sempre foi a de caçar vampiros.
Eles descobrem uma trama diabólica os integrantes da seita são manipulados pelo empresário D. D. Denham, o próprio Drácula, para espalharem um vírus letal na humanidade e lançar o mundo num caos de destruição. Eles seriam os novos “Quatro Cavaleiros do Apocalipse”, os emissários da peste negra que trariam a morte para a civilização humana.
Apesar de todos esses filmes serem produzidos pela Hammer, e no papel de Drácula estar Christopher Lee, muitas vezes seu inimgo é Van Helsing interpretado por Peter Cushing, as continuações não tem muito nexo.
Este filme, por exemplo, se passa em Londres na década de 60, mas é como se o episódio de Drácula no Mundo das Minissaias jamais tivesse ocorrido.

FILMES DE DRÁCULA FORA DA HAMMER
El Conde Drácula – 1970
Uma produção espano-italo-germânica, dirigida por Jesus (Jesse) Franco, em um tentativa de adaptação fiel ao romance de Bram Stocker.
Realmente é o mais fiel de sua época, porém é uma produção mediocre, que apesar da presença de Lee e de Klaus Kinski, as outras atuações são dignas de novelas mexicanas.
        Klaus Kinski viria em 1979 encarnar o vampiro Nosferatus, em um remake muito bem aceito na época.
Somente após muitos anos, na grandiosa produção de  Francis Ford Copola, Drácula apareceria no início do filme envelhecido e com os cabelos brancos.



Mas mesmo com certa fidelidade ao original, o filme é muito ruim.

Drácula Pai e Filho – Drácula Père et Fils – 1976



Uma comédia francesa onde Lee faz uma  participação. O filho de Drácula só traz decepção ao pai, e não quer morder ninguém.
Para ser sincero, já faz muito tempo que asssiti, mas é muito divertido ver Lee nesta comédia açucarada.
Foi o último trabalho do ator incorporando o Conde vampiro. Para assistir sem compromisso.
A imagem do vampiro, no caso o filho de Drácula, deve ter sido percursora para o vampirinho meigo Edward (Robert Pattinson), da saga Crepúsculo.
Aquele que foge de uma menina sem graça que quer fazer sexo, e vira purpurina na luz do sol. Este é o que eu mais tenho vontade de matar! 


                       Lee, na época em que Drácula tinha três noivas e ainda caçava o pescoço de belas donzelas, e Robert Pattinson o vampirinho Edward que tem medo de praticar o "pecado da carne" e vira glitter no sol.

          Tenho certeza que daqui a algum tempo, essa "saga" será esquecida, ou lembrada como um mau momento na história dos dos vampiros.


UM BREVE CURRICULUN
                                  Lee como o monstro Frankenstein

Lee nasceu em 1922, ficou mundialmente conhecido e imortalizado por seus diversos papéis de vilão, principalmente na pele do Conde Drácula. Sua filmografia extensa, com centenas de filmes em seu currículo, sendo eleito em 2001 com um dos atores com mais participações, entrando para o livro "Guinness" de recordes mundiais.
Fez muito sucesso com files de terror como a série de vampiros da Hammer, além de outros como "A Maldição de Frankenstein"(57), "A Górgona" (64), "A Maldição do Altar Escarlate" (68), "O Ataúde do Morto-Vivo" (69), "A Casa que Pingava Sangue" (70), "A Essência da Maldade" (73), "O Homem de Palha" (73) depois houve um remake com Nicolas Cage com o nome O Sacrificio, "O Expresso do Horror" (73), "Uma Filha Para o Diabo" (76), e "A Mansão da Meia-Noite" (83), a maior parte ao lado de Peter Cushing, outro ícone do horror.
Em 1996, Lee foi escolhido para apresentar um especial produzido para a televisão comemorando o centenário do cinema de horror, dividido em 14 capítulos.


                                                  Lee, como a  múmia.

 Ele também foi o único ator a interpretar todos os mais importantes personagens do cinema fantástico: desde a criatura de Frankenstein, o vampiro Drácula, passando pela Múmia, o vilão Fu Manchu, até o famoso detetive Sherlock Holmes.


      Lee interpreta o chinês Dr. Fu Manchu, personagem marcante em sua carreira.

Christopher Lee ainda está na ativa, tendo o privilégio de ser homenageado por vários cineastas importantes como Tim Burton, participando do seu excepcional "A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça" (99), e A Fantástica Fábrica de Chocolate, ou George Lucas, que lhe deu o papel do vilão Conde Dookan / Darth Tyranus em "Star Wars: Episódio II – Ataque dos Clones" (2001), ou ainda Peter Jackson, com sua participação no papel do vilão mago Saruman na fantástica trilogia "O Senhor dos Anéis” e Também estará nos filmes “o Hóbbit” .


                                                O mago Saruman


Quanto ao vilão Conde Dookan, mencionado acima, é uma nítida homenagem as interpretações do ator como Conde Drácula.