Davidson Abreu - escritor

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segunda-feira, 3 de abril de 2017

Punho de Ferro - série netflix e HQ

PUNHO DE FERRO - Série Netflix e HQ



Daniel Rand é o Punho de Ferro, herói em quadrinhos criado na década de 70, parceiro de Luke Cage na agência Heróis de Aluguel.

Devido as artes marciais eu sempre gostei muito do personagem, principalmente por ser desenhado por um dos meus ídolos das HQ, Jonh Byrne, que ilustra as imagens dessa matéria.

 Entre os tradicionais inimigos do Punho, estava o Dentes de Sabre (de amarelo), posteriormente conhecido inimigo de Wolverine.

Há anos atrás, com o sucesso de filmes adaptados de heróis dos quadrinhos, surgiu a possibilidade de um longa metragem do Punho, seria interpretado por Ray Park, aquele que interpretou Dart Maul da franquia Guerra nas Estrelas e Groxo, no primeiro filme dos X-Men, entretanto o projeto foi cancelado.



Quanto a série da Netflix...
O sucesso do Demolidor, com a participação de Elektra (chatinha, poderia ser bem melhor) e do Justiceiro, a boa trama de Jessica Jones, com um vilão muito carismático, impulsionou os projetos planejados, que no final se reuniriam e formariam OS DEFENSORES, aliás, esse grupo nada teria a ver com o da Marvel nas HQs.


                              Defensores da Marvel, arte de  John Byrne.


Porem, Luke Cage deu uma esfriada, ficando abaixo do esperado, ficou a esperança de que o Punho equilibrasse novamente.



Infelizmente não foi bem isso o que aconteceu.
Finn Jones interpreta o herói, até aí apesar das criticas não vi nenhum problema, alguns chegaram a insitir que fosse um ator asiático, o que se fosse aceito então sim seria coberto de críticas.
Em minha opinião, se quiser alterar a etnia do personagem, então criem outro. Se quiserem um asiático, façam a série do Mestre do Kung FU, Shang Chi, que seria uma ótima opção, mas aí é outra história.



Daniel Rand não lembra o personagem por sua interpretação e não pela aparência, apesar da barbinha e o corte moderninho.
Sua ingenuidade é absurdamente infantil.



A todo momento fala que teve o corpo, as emoções e a mente exaustivamente treinadas, mas a todo momento tem ataques de fúria (frescura) como um adolescente mimado.



Colleen Wing (Jessica Henwick) faz par romântico com ele, fugindo da HQ pois sua namorada era Misti Knight (Simone Missick) da série do Luke.



Enfermeira Noturna, bem enxerida e colocando as asas de fora nessa séria, parece querer ser heroína também, o que pessoalmente não gostei.
Seus conhecimentos profissionais parecem superar os de um bom médico, certo exagero nisso.

A trama começa a deixar de prender após alguns capítulos.
Os roteiristas deveriam assistir alguns capítulos de Suits, na própria Netflix, para aprenderem um pouco de tramas jurídicas, pois a forma que tratam as questões judiciais da empresa é ridícula.

As lutas são bem feitas, e é legal eles primarem por um estilo mais Kung Fu a fim de diferenciar o personagem, no entanto não convence tanto a sua eficiência.
Parece que se sair não mão com o Demolidor não dá nem pro cheiro, o que não seria verdade.

As soluções são fáceis, algumas não fazem o menor sentido, com certeza ele teria levado a empresa a falência.

                       Nas HQs Gau é uma feiticeira nada simpática.

A vilã principal é Gao (Wai Ching Ho), que em certo momento com um único gesto repele o punho jogando-o contra a parede sem nem tocá-lo, capítulos depois é capturada por ele na maior facilidade.

Resumindo, perderam uma ótima chance com um excelente personagem.
Deveriam impor mais seriedade no roteiro, uma trama mais forte, um personagem mais consistente e que fosse evoluindo. Combates mais sólidos.
Um grande trunfo seri utilizar cenas de seu treinamento em K'un Lun.

Vamos aguardar os Defensores (da Netflix) e torcer pra que aprenderam com seus erros.


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sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Demolidor



Só agora (bem atrasado) estou terminando de assistir a série Deredevil, da netflix.
É uma pena eu não ser produtor ou diretor, pois a razão do sucesso da série, assim como de vários filmes de super heróis é o que eu falo há anos: basta ser fiel aos originais da HQ!
Finalmente hoje existe respeito as obras consagradas dos quadrinhos, principalmente as dos anos 80 e 90, que eram ignoradas pelo cinema, que acabava gerando porcarias como o Batman do Tim Burton.
A causa disso é simples: Os diretores, roteiristas e produtores de hoje, eram os fãs de HQ de ontem.

                   Imagem não é tudo. Foto do antigo filme fracasso do Demolidor.


Mas há outro fator determinante – Não basta colocar alguém em cena fantasiado e batendo em alguns bandidos. Deve haver uma história consistente, que prenda o espectador.
Demolidor acertou em cheio. Utiliza um ótimo personagem, a história é convincente com uma trama madura sobre o crime organizado, na qual o herói solitário tenta fazer a diferença.
Seguindo o caminho de outras séries de sucesso, a violência é real e marcante. Tanto na forma como ele consegue informações, espancando criminosos, como por parte dos bandidos, sendo o próprio herói vítima dessa violência.
As cenas de luta me surpreenderam e os confrontos dele exprimem uma violência que faz do Batman um cara gentil.
 Interessante também que mostra o desenvolvimento do personagem em tudo, carreira, forma de agir e pensar e até o uniforme.
Obviamente, há diferenças entre os personagens da série e das HQ, mas são bem sensatas, aliás, nas próprias histórias em quadrinhos essa alterações vão aparecendo junto com a mudança de roteiristas.



Por exemplo: Nas HQ o Rei do Crime, Wilson Fisk, é mais seguro e frio, mas acredito que focam com o início da carreira criminosa dele.
Sem dúvida, essa série salvou o personagem que ainda é lembrado pelo péssimo filme estrelado por Ben Affleck.
A única coisa que havia de bom no antigo filme era o uniforme, que era perfeito. Veja a comparação.



Mas o que poucos sabem é que o demolidor já apareceu em outra série, a antiga do Hulk.
Se acharam a versão “Affleckeriana” ruim, assistam a do Hulk pra ver o que é trash.
Uma das poucas críticas que faço a série é que ela é muito dinâmica (isso também pode ser entendido por outros como uma grande vantagem), dia após dia, quase não dá tempo dele se recuperar dos ferimentos, levando em conta que já tomou diversas facadas, socos, chutes, etc.




Não gosto também do clichê identidade revelada, sobre Foggy, seu amigo e sócio, descobrir que ele é. O Demolidor é um herói solitário que ficou décadas antes que alguém soubesse sua identidade.
Mas isso de mostrar a cara é praxe nos filmes do cinema, aliás, nem sei porque usam máscaras, já que é revelado pra alguém antes da metade do filme. Quer exemplos? Só pra citar os piores, todo mundo sabe quem é o Homem Aranha quando ele desmaia no metrô, Capitão América vive sem máscaras, o Homem de Ferro já diz quem é logo no primeiro filme e na TV, e o pior de todos é o Super Homem, que só o exército americano que não descobre sua identidade.
Poderiam também dar um pouco de ênfase na vida profissional, pois eles precisam de dinheiro, sendo que ele se torna um dos melhores advogados do país.
Pra dizer a verdade fica mais fácil de acreditar no herói cego do que em um escritório de advogados criminalistas que só aceitam clientes inocentes e ainda conseguem pagar suas contas.
  Outro detalhe é que ele está suando  demais pra bater em alguns criminosos. O personagem ainda está em desenvolvimento, mas não ganhará novos poderes nem treinamento, exceto por um bastão adaptado.

                O Demolidor é demolido pelo ninja do tentáculo.


Então, será difícil convencer quando começar a enfrentar os pesos pesados como Justiceiro, Gladiador, Elektra e o Mercenário, ainda mais se for verdade que esse será vivido por Jason Stathan.






Sem dúvidas o melhor seriado de super heróis.
Poderiam fazer o mesmo com o Batman, deixando de lado a parafernália e trabalhando o lado detetive dele.
Outro ótimo personagem para filmes ou para seriados seria o Demônio Etrigan, mas essa é outra história ...