Livros, pensamentos e opiniões sobre literatura fantástica, terror, motivação e uma série de questões das quais nos cercam durante a vida.
Agora com o livro A VINGANÇA DE DRÁCULA, que será publicado pela Ed. Madras.
A história começa a partir do fim do romance de Bram Stoker, onde o vampiro planeja sua vingança e a conquista da Europa.
É ambientada no início do séc XX, participação de personagens históricos e outros de ficções em romances publicados na época.
Um
dos monstros clássicos representados pelo cinema é a múmia.
As
descobertas arqueológicas na década de 20, o cinema e nas décadas posteriores a
TV tornou a divulgação dos tesouros e cultura egípcia mais populares fazendo
com que a imaginação comum fervilhasse com os mistérios do Egito.
O
longa A MÚMIA, de 1932 estrelado por Boris Karloff que interpreta o príncipe do Egito Imhotep, foi o primeiro a tratar do
tema, e o sucesso fez com que houvesse várias continuações.
Inspirado
na descoberta do túmulo de Tutankamon, em 1922, conta como o sacerdote é ressuscitado
e tenta mumificar a mulher que entende ser a reencarnação de seu antigo amor.
A
maquiagem era espetacular e assustadora.
Lee, em 1957
Em
1957 a Hammer entra no tema e lança A Múmia, com a dupla que seria
reconhecida em outros filmes de terror, Peter
Cushing e Cristopher Lee, no
papel do monstro.
A
produtora viria a lançar mais quatro filmes sobre o mesmo tema.
Em
1999 foi lançado a o reboot da Múmia de 1932, a franquia gerou mais duas
continuações.
Atores
carismáticos e muitos efeitos especiais fizeram que fossem mais voltados para
ação e comédia do que terror.
A Múmia brasileira parecendo alguém que fugiu do hospital
Como
não poderia deixar de ser, o cinema nacional fez sua participação com a
pornochanchada O SEGREDO DA MÚMIA, de 1992.
Os
quadrinhos de terror também aproveitaram o personagem, tanto os nacionais
quanto os estrangeiros.
Arte de Alex Ross, retratando a imagem clássica da Universal.
O
mercado de action figure apresenta
peças muito bem trabalhadas.
terça-feira, 27 de agosto de 2013
FRANKENSTEIN
Inusitadamente
para a época, esse romance de horror foi escrito por uma mulher, a escritora
britânica Mary Shelley.
Ao
passar um atípico verão com péssimo clima devido a uma erupção vulcânica que
encobriu o céu a beira do Lago Léman,
na presença de Perry Bysshe Shelley,
seu futuro marido, de Lord Byron e
do também escritor John Polidor.
Durante
a noite se revezavam ao lerem contos de terror, até que Lord Byron propôs para
que todos escrevessem uma história.
Logo
após Perry Polidor escreveu O Vampiro,
sendo a primeira história ocidental sobre vampiro, que serviu de inspiração a Bram Stoker para Drácula.
Sheley
escreveu Frankenstein ou O Moderno
Prometeu com apenas 19 anos de idade. Completou a obra em 1817, sendo ela
publicada ao início de 1818.
Curiosamente
ela nunca deu o nome de Frankenstein ao monstro, referindo-se a ele como
criatura e outros adjetivos. O nome de seu criador é que era Victor
Frankenstein.
Nas
primeiras edições não foram impressas com o nome da autora.
Outra
das curiosidades é que a tonalidade da pele dele era amarela e não esverdeada
como ficou sendo conhecido posteriormente.
Thomas Edson em 1910 realizou a primeira adaptação
cinematográfica da obra que seria seguida de várias outras adaptações.
Imagem do filme de Thomas Edson
A
imagem que temos gravada em nossa memória como sendo a figura do monstro se deve
ao filme de 1931, onde o ator Boris Karlof interpreta a criatura.
Caracterizada
com um olhar “morto”, eletrodos na cabeça, confundidos com parafusos, cabeça achatada, muito alto e forte.
O
livro descreve a criatura como muito ágil, mas as adaptações costumam
apresentá-lo com o andar pesado e lento.
Essa cena foi proibida por entenderem conter uma violência perturbadora.
Em
1943Bela Lugosi, conhecido como Drácula, encarna o personagem em um
encontro interessante em Frankenstein
encontra o Lobisomem.
Esse
foi o primeiro cross over de personagens de filmes de terror.
Lon
Cheney Jr interpretou novamente o lobisomem, pois já o havia feito em 1941 no
filme que foi um grande sucesso.
Seguiram-se
outros filmes com o personagem como em 1935A Noiva de Frankenstein.
Outros
filmes desprezíveis, comédias e seriados também utilizaram a figura do monstro.
A
dupla da Hammer Christopher Leee Peter Cushing também não ficaram de
fora e encarnaram criador e criatura em 1957.
Em
1974Mel Brooks dirige um clássico do humor negro, O Jovem Frankenstein, com o impagável Gene Wilder, como o neto do Barão Victor Frankenstein, e Marty Feldmen como o corcunda Igor nessa comédia gravada em preto e
branco.
Os
cenários foram copiados fielmente do filme de 1931, e alguns dos maquinários
foram os mesmos utilizados.
Em
1994 seguindo o sucesso de Drácula de Bram Stoker, foi lançado Frankenstein de Mary Shelley, onde Robert De Niro vive o personagem.
De Niro
Em
2004 o monstro aparece bonzinho no
filme Van Helsing – Caçador de Monstros,
como uma das piores adaptações em um filme terrível.
Nos
quadrinhos ele aparece em Capitão Mistério.
Pela Disney, na série Pateta faz História.
Na
Marvel Comics também fez aparições.
Não
há como negar que serviu de inspiração para a criação do Incrível Hulk.
Nitidamente inspirado no monstro
Enfrentando o Hulk
Nos
desenhos animados ele dá o ar de sua graça diversas vezes, só perdendo em
número de aparições para o Conde Drácula.
Entre
tantos outros ou inspirados na figura temos Milton, o Monstro Feliz.
Frankenstone, da
série dos Flintstones:
Em Frankenstein Júnior:
Em Action Figure:
Belíssimo trabalho retratando o primeiro cross over dos clássicos monstros
Em tatuagens:
Jogos de vídeo game, e diversas outras mídias.
Um personagem atormentado vindo ao mundo em situação alheia a sua vontade pela ciência de alguém brincando de ser Deus.