Davidson Abreu - escritor

Davidson Abreu - escritor

quarta-feira, 18 de abril de 2012

THE WALKING DEAD E OUTROS ZUMBIS

Já há algum tempo os Zumbis estão em alta, tanto no cinema, na TV e nos quadrinhos.
Até os heróis da Marvel já se transformaram em comedores de carne humana.
Mas a história é mais antiga do que se pensa. Antes de termos histórias com milhões de zumbis, nos primeiro filmes era apenas um morto vivo.
The Walking Dead pode ser considerado como o primeiro longa de zumbi, não como estamos acostumados, mas uma espécie de Frankenstein.
Com Boris Karloff, no filme homônimo do seriado, The Walking Dead contém apenas um zumbi, é claro que é o saudoso Boris.
Outros filmes não tão expressivos foram aparecendo, até que George Romero fez sua obra clássica A Noite dos Mortos Vivos de 1968 com um orçamento baixíssimo e filmado em preto e branco se tornou um dos maiores Cult dos filmes deste tema.



A história se passa em uma fazenda onde algumas pessoas ficam presas tentando se proteger de mortos-vivos misteriosamente animados. Em 1990 teve uma refilmagem pouco expressiva, porém bem vista por alguns fãs.
Seu filme carrega uma crítica social muito grande, por isso e pela violência foi muito criticado na época, mas posteriormente ganhou o reconhecimento merecido..
Romero posteriormente, em 1978, filma O Despertar dos Mortos, uma continuação que não necessita que o espectador tenha visto o filme anterior.

         George A. Romero, em uma divertida caracterização.

Desta vez Romero contou com a ajuda do cineasta italiano Dario Argento, que lançará agora o filme Drácula 3D ainda esse ano, a história se passa com o mundo tomado por hordas de zumbis e um grupo se refugia em um shopping Center.
Há alguns anos houve um remake muito bem feito, e é interessante o desenvolvimento dos personagens, que surpreendem saindo dos clichês dos filmes desse gênero.



O Dia dos Mortos ( ) os Estados Unidos estão praticamente dominados pelos zumbis, tentam isolar algumas áreas, um grupo de resistência descobre que cientistas estavam fazendo experiências com os zumbis. Um dos zumbis, um soldado, mantém sua memória e ajuda seus amigos não contaminados.


Em 2005 teve uma seqüência não autorizada, o velho truque de se aproveitar de um filme mais conhecido.
Em 2008 foi distribuído um remake, inferior a refilmagem de O Despertar dos Mortos, chamada por aqui de A Madrugada dos Mortos (2004)


Em Terra dos Mortos (2005) ele ataca novamente com seus zumbis e suas críticas sociais.
Desta vez alguns sobreviventes ricos vivem isolados sob a proteção de Kaufman, encenado por Dennis Hopper, enquanto os sobreviventes pobres tentam continuar vivos.


Os zumbis desta vez começam a aprender a utilizar ferramentas, talvez num ato reflexo de seu subconsciente onde armazenam algum tipo de memória de quando eram vivos.

ZOMBIE 2


Em uma jogada bem safada, os produtores italianos deste filme de Lucio Fulci, colocaram esse nome para dar a entender que era uma continuação do filme A Noite dos Mortos Vivos, de Romero, que na Itália havia sido distribuído como Zombie.
Marginalizado por uns, posteriormente considerado Trash, hoje é tido como Cult.
Em um pequeno trecho do sit Boca do Inferno, expõe a opinião acertadíssima sobre o filme:
“O filme de Fulci é revolucionário para o subgênero “mortos-vivos” porque, até então, a maioria dos filmes de zumbis representava as criaturas como seres humanos normais, que andavam lentamente ou cambaleando, com os braços estendidos (tipo sonâmbulos) e os rostos pintados de branco, azul ou verde. Foi Fulci que lançou a moda dos mortos-vivos decrépitos e apodrecidos, transformados em monstros putrefatos pela ação do tempo, alguns mais decompostos do que os outros, inclusive aqueles que são verdadeiras caveiras cobertos de vermes. ZOMBIE fez escola e, a partir daí, a maquiagem dos zumbis nos filmes de horror ganhou atenção especial, fazendo até Romero “copiar” o novo estilo no posterior DIA DOS MORTOS, onde, pela primeira vez na trilogia americana, vemos zumbis putrefatos, como os do filme de Fulci.” 
Possui uma das cenas mais interessantes em filmes do gênero, a que um zumbi ataca até de baixo da água, mas é atacado por um tubarão, seguindo assim um duelo entre predadores.

A Volta dos Mortos Vivos


Em um armazém de remédios em Louisville, nos Estados Unidos, Frank (James Karen) fica trabalhando até mais tarde, treinando o novo empregado do estabelecimento Freddy (Thom Mathews), acidentalmente eles abrem um tambor conhecido como 245Trioxina contendo um espécie de gás para trazer cadáveres de volta a vida, onde também continha cadáveres de pessoas.
O gás se espalha pelo estabelecimento onde trabalhavam,e acaba ressuscitando um cadáver que estava em decomposição,devido aos efeitos do gás, eles pedem a ajuda do proprietário do armazém, Burt (Clu Gulager), e de seu amigo embalsamador, Ernie (Don Calfa), para cremar o cadáver.
Só que a fumaça que saía pela chaminé do crematório fez com que o efeito da trioxina que estava no cadáver acabasse se espalhando e, quando começa a chover, a fumaça vai para o cemitério, escoando nas sepulturas, fazendo com que os mortos levantem-se.
Alguns classificam o filme como Trash, eu discordo. Acho o filme muito legal, cheio de ação e com alguns diferenciais.
As principais diferenças são que os zumbis não são tipicamente canibais, eles querem cérebros, tá certo que a explicação não é muito convincente.
Eles também não são lentos e capengas, e apesar de terem a mesma força que um ser humano, não “morrem” quando são atingidos na cabeça, o que torna a situação mais desesperadora.



Eles também falam.
Há muito humor no filme, e rendeu mais quatro continuações.
Os efeitos são muito bons pra época.
Vale a pena assistir.

Resident Evil


Baseado em um jogo de vídeo game de sucesso, foi transportado para as telas e teve um grande sucesso rendendo continuações.
Pessoalmente não segue meu estilo de filmes favoritos, lembra um pouco o Blade, muita ação, lutas, efeitos legais, mas é uma outra visão de holocausto. Meio adolescente.

Marvel Zumbis


Foi uma série de revistas da Marvel que acabou criando uma franquia. Em um Universo alternativo os heróis Marvel começam a se transformar em zumbis, enfrentando uns aos outros e devorando todos no planeta.
Escrita sob encomenda pelo autor da série Walking Dead.
É perturbadora algumas histórias, mas é muito legal, tanto que foram produzidos até bonecos e é possível que surja uma animação.


O personagem Ash Williams de Evil Dead faz uma ponta na saga, onde este procura o livro Necromicon, por pensar que ele que jogou a praga zumbi nos heróis.


The Walkin Dead, a série da TV ... este é assunto para outra matéria, há,há,há,há,há

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Os Intérpretes de Van Helsing

                       Ilustração em homenagem a Peter Cushing

ABRAHAM VAN HELSING é o intrépido caçador de vampiros, bem pelo menos é assim que ficou conhecido.
Na novela literária de Bran Stoker ele é um professor de Amsterdã, nas obra de Stoker “ele é um homem esquisito, arbitrário, mas isso se dá porque sabe o que diz. É um filósofo, um metafísico, um dos mais avançados cientistas de nossos dias; e tem, estou convencido, uma mentalidade muito arejada.”
No decorrer dos anos, após diversas interpretações da obra no teatro, cinema, filmes televisivos, desenhos animados, histórias em quadrinhos, etc, este personagem ficou tão famoso quanto o próprio Conde Drácula.
Sua popularidade ultrapassa facilmente a de Jonathan Harker, que inicia a história indo ao castelo do Conde para tratar de negócios imobiliários, e posteriormente, Mina, sua noiva é a mais famosa vítima do vampiro.
Harker foi interpretado por Keanu Reeves no filme “Drácula, de Bram Stoker”, e está em produção um novo longa-metragem com seu nome no título.

PETER CUSHING

             Cushing na última cena de O Vampiro da Noite

O primeiro grande intérprete do professor foi o ator britânico Peter Cushing que fez o personagem diversas vezes contracenando com Christopher Lee e sozinho no filme “As Noivas de Drácula”.
Em algumas produções Cushing interpretava um descendente de Van Helsing, devido à época em que se passava à história ser mais presente.
Cushing enfrentou diversos monstro interpretando outros personagens, como por exemplo quando encarnou o Dr. Victor Frankenstein, atuando novamente com seu amigo Lee.
Próximo ao final de sua carreira foi “assassinado” por Dart Vader, pois era comandante da “Estrela da Morte” do Império em Star Wars IV, e não cumpriu sua missão como Lord Vader esperava.
No filme A Hora do Espanto, o caçador de vampiros Peter Vincent, foi uma homenagem a Peter Cushing e a Vicent Price.

LAURENCE OLIVIER



Outro famoso intérprete deste grande personagem foi Laurence Olivier no filme Drácula (1979), um grande filme, onde a história começa com a chegada do vampiro a Londres no naufrágio do Nemitz. Drácula foi muito bem interpretado por Frank Langella, curiosamente Langella já foi o Esqueleto, inimigo de He-Man, em um filme que quase ninguém se lembra.

ANTHONY HOPKINS

                      Ilustração em homenagem a Hopkins

No filme Drácula, de Bran Stoker, foi a vez de Anthony Hopkins interpretar de forma marcante o personagem. Demonstra personalidade forte, um pouco sarcástica que se encaixa perfeitamente a Van Helsing.
Sem dúvida se Hopkins não supera Cushing, ele se iguala na encarnação do caçador de vampiros, sendo até bem mais divertido.

MEL BROOKS



O cineasta e comediante Mel Broks também vive o personagem na comédia Drácula – Morto, mas Feliz, com o saudoso Leslie Nielsen no papel do vampiro.



CHRISTOPHER PLUMMER

Plummer atacando os vampiros com armas especiais para mortos-vivos

Christopher Plummer é mais um dos grandes atores chamados para executar esse feito no filme Drácula 2000.
O filme inicia bem, tem uma idéia até original, mostra uns flash back da morte do vampiro em outras épocas, mas acaba se perdendo com uma violência e um ritmo acelerado que não convence.
Gerard Butler encarna bem o Conde, mas apenas ele e Plummer seguram o elenco péssimo, tornando o filme bom apenas para adolescentes. Omar Epps, o médico Éric Foreman da série Dr House também participa.
O longa-metragem gerou ainda mais duas continuações, com outro elenco e piores ainda.

HUGH JACKMAN

                           O visual é legal, mas o filme ...

Famoso por interpretar o herói mutante Wolverine, Hugh Jakman é o protagonista de Van Helsing – O Caçador de Monstros.
Pela primeira vez o caçador de vampiros é o personagem principal, ficando o Conde Drácula como coadjuvante.
Apesar de que nos filmes anteriores, Van Helsing aparece na tela por mais tempo, mas quem sempre roubava a cena era o Conde vampiro.
Este filme dizem ter sido inspirado no vídeo game Castlevania, de certo foi o primeiro filme Trash Hightec.
Desta vez Van Helsing é tido como um super herói a serviço da igreja católica, com direito a armas especiais ao estilo James Bond.


     Comparação entre os personagens vividos por Jackman e Hopkins

O filme é exagerado, acelerado, a interpretação das noivas de Drácula e do próprio Conde é digna de risos.
Frankenstein está ridículo e a dublagem brasileira ainda colabora com a ridicularização do monstro.
Algumas idéias até foram interessantes, mas não vale a pena assistir ao filme.

HUTGER HAUER

 O veterano Hauer retorna vivento o intrépido caçador de vampiros

O vilão de A morte Pede Carona, e o cavaleiro de O feitiço de Áquila, Hutger Hauer, viverá Van Helsing no filme Drácula 3D.
Aguardamos o resultado.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Saga Crepúsculo



Publicado em 2005, Twilight (no original) da autora Estephenie Meyer foi vencedor de diversos prêmios, entre eles o “Top 10 dos livros para jovens adultos” da American Library Association, entrou na lista dos Best Sellers do New York Times e Best Selling de 2008 no Usa Today.  
Como não podia deixar de ser, em dezembro de 2008 estreou nos cinemas dos EUA o longa-metragem baseado no livro.

CREPÚSCULO
O filme estrela Kristen Stewart como Isabella Swan, uma garota que se apaixona por Edward Cullen, um vampiro interpretado por Robert Pattinson.
Foi um grande sucesso de bilheteria, e de acordo com o possível foi bem fiel ao livro.
O alvo foi o público feminino adolescente, mas acertou as mais velhinhas também.
A crítica se dividiu entre os que gostaram e os que detestaram. Na minha opinião depende muito do que se espera de um filme.
Quem esperava um filme de terror ou um filme tradicional sobre vampiros, é claro que se decepcionou.
Mas aqueles (aquelas) que queriam ver um romance fora do comum, ou as poucas pessoas que leram o livro antes de assistirem o filme, adoraram.
Na certa o elenco é fraco. Robert Pattinson utiliza uma expressão facial clichê, com a mesma imagem em todas as suas aparições. Deu muita sorte em estrelar um filme de sucessso.
Isso lembra um pouco Leonardo DiCaprio, que despontou somente após Titanic, apesar de ser muito melhor ator do que Pattinson.
Kristen Stewart não é bonita, não é gostosa (desculpem, mas é verdade), e é sem graça. Vive numa tristeza sem explicação.
Sem falar na mitologia do vampiro que é detonada. O pior é quando ele brilha na luz do sol. Não consigo acreditar que alguém gostou disso.



Mas qual é o segredo do sucesso? Provavelmente não é a história de vampiro, mas sim mexer com o imaginário de jovens moças para sentirem-se como Isabella, que sem a menor graça, luta por um amor diferente de tudo, entre um vampiro e um lobisomem (segundo filme).


LUA NOVA
 Edward foge de Bella com medo que ela se machuque devido ao contato com o mundo dele, ela vai para a Flórida passar um tempo com a mãe, se envolve com um grupo de motoqueiros e nota que quando corre perigo Edward mantém contato
Depois de aceitar andar de moto com um dos homens do grupo, Bella procura motos em um ferro velho e pede para que Jacob Black (Taylor Lautner), o indio esquisito do filme anterior que agora é bonitão marombado, a ajude a consertá-las. A partir desse momento os dois se tornam muito próximos, e ela passa a se sentir dependente da amizade dele para não ficar em depressão (aí,aí, nessa hora eu já queria quebrar o DVD).

                                            De esquisitão a fortão.


Depois que os dois vão para o cinema com Mike Newton e Jacob vai embora estranhamente, Bella passa semanas sem conseguir falar com ele. Após isso, ela descobre que ele faz parte de um bando de lobisomens, ancestrais inimigos dos vampiros. O bando de Jacob estava tentando capturar Victoria, uma vampira que tinha como objetivo matar Bella para vingar a morte de seu ex-parceiro James. Por causa disso, Jacob passa a ter pouco tempo para ficar com Bella, e ela volta a procurar atividades arriscadas.
Depois de um erro de comunicação, Edward acredita que Bella havia se matado ao se jogar de um penhasco. Por isso, ele vai para a Itália pedir aos Volturi que o matem (qualquer semnelhança com Romeu e Julieta é meracoincidência)
Seu pedido é negado, ele decide provocá-los para que o matem.  Alice, irmã de Edward, vai atrás de Bella e descobre que ela não havia morrido, mas tem uma visão de Edward pedindo para ser morto; as duas vão juntas até a Itália e Bella consegue se mostrar para Edward antes que ele apareça sob o sol. Porém, ao ver Bella, os Volturi afirmam que uma humana não pode saber do segredo da existência dos vampiros. Alice impede que eles a matem ao dividir uma de suas visões com Aro Volturi, na qual Bella havia sido transformada em vampira.
Depois que eles voltam para Forks, Edward diz que só a deixou para protegê-la, e que sempre a amou. Ela o desculpa e organiza uma votação entre os Cullen, onde a maioria concorda com sua transformação, para o desagrado de Edward e Jacob, que lembra a ele que, se morderem um humano, o acordo de paz feito pelos Cullen com os Quileutes estará desfeito. Apesar disso, Edward dá a Bella uma escolha: Deixar Alice transformá-la depois da formatura, ou aceitar casar-se com ele, que a tornaria uma vampira ele mesmo.

ECLIPSE

Bella precisa decidir entre permanecer humana, ficar com Jacob e vulnerável aos Volturi, por ser a única humana que sabe da existência de vampiros, e o amor de Edward e ser transformada em uma vampira.
Enquanto isso, uma série de mortes passa a acontecer em Seattle e os Cullen percebem que se trata de vampiros recém-criados, que são mais fortes e têm dificuldade de se controlar. Eles então descobrem que estão sendo criados por Victoria, que busca vingança pela morte de seu parceiro James, com a ajuda de Riley, que comanda os novos vampiros. Victoria deseja matar Bella, para que Edward sinta o mesmo que ela sentiu quando James foi destruído.


AMANHECER I e II



Trata-se do último filme da franquia e será dividido em duas partes; a primeira tem previsão de lançamento para 18 de novembro de 2011 e a segunda para 16 de novembro de 2012.
Edward Cullen e Bella Swan casam-se e passam a lua de mel no Rio de Janeiro, onde Bella descobre que está grávida.
O Brasil etá despontando no mundo. Antes era destino de criminosos foragidos e de nazistas, agora podemos incluir os vampiros e monstros verdes (Hulk).
Depois de uma gravidez de risco, mantida com a ajuda de Rosalie, e um parto no qual ela quase morre, Edward a transforma em vampira. Após o nascimento de sua filha, Renesmee (Bellinha), o pequeno período de paz é encerrado por uma série de mal entendidos que colocam os Cullen e seus aliados contra a "realeza" dos vampiros, os Volturi.
Já imaginaram o Conde Drácula usando sua capa como esteira de praia, e tomando sol no RJ?!?!?!?!

OU SEJA...

Apesar de pessoalmente eu não gostar do filme (minha esposa gosta, leu os livros e me obriga a assistir os filmes com ela) tem seus méritos.
E talvez o melhor deles foi ter sido motivo de inspiração para a produção de outros filmes a moda antiga, como Drácula 3D (com Hutger Hauer como Van Helsing), Harker (produzido por Leonardo DiCaprio) e A Última Viagem do Demeter (o navio que leva Drácula a Londres). Vamos ver no que vai dar.
Acertou um público alvo, que tem o direito de assistir o que gosta, independente da opinião alheia.
Mas sejamos honestos, acabou com a imagem dos vampiros, que já vinha sendo abalada ultimamente com as terriveis produções que foram feitas, sendo a última boa Drácula, de Bram Stoker, aquela com o Keanu Reeves (não deixe de assistir).
Vampiros de John Carpenter, e Entrevista com o Vampiro também merecem ser assistidos.



Em uma pesquisa (pouco confiavel) do jornal Britanico Telegraph, Edward foi escolhido como o melhor vampiro de todos os tempos!!!
Eleito com 38% dos votos como a melhor encarnação do vampiro para o cinema, sendo que Christopher Lee ficou em segundo lugar com 15% dos votos!

O Drácula de Christopher Lee, cruel e sanguinário. O vampiro Edward, fashion e fofo.

É claro que isso reflete na data presente, onde os filmes da saga estão no auge e talvez a maioria dos entrevistados nem conheça Lee, e seus filmes nos dias de hoje devem ser assistidos com a consciência de que na época (anos 50, 60 e 70) não dispunham dos recursos de hoje.



A saga foi alvo de inumeras piadas e charges, que sempre falam sobre a masculinidade duvidosa de Edward, que ficou pior do que a de Tom Cruise e Brad Pitt em Entrevista com o Vampiro.
Até uma comédia, embalada no sucesso da saga, se aproveita para tirar um sarrinho.



Mas Edwardzinho é o vampirinho virgem, que foge de Bella para não dar “umazinha”, brilha no sol, apresenta um cabelo milimétricamente despenteado e vira purpurina com a luz do sol.



Ou seja, cada um escolhe o vampiro que quer!
Eu tenho muito mais medo deste na foto abaixo, que nem cruz nem alho afasta, em vez de sangue sugou meu salário!

Não é o Sr Burnes dos Simpsons, nem o Nosferatus, mas sim o terrivel José Serra!!!

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

O Drácula de Bela Lugosi


 

Em 20 de outubro de 1882 nascia na Europa, nas terras do Império Austro-Húngaro, mais precisamente em Lugos, a apenas 80 quilômetros da Transilvânia, nascia Bela Ferenc Dezsõ Blaskó.
 Em 1893 abandonou os estudos e a família e se aventurou em uma companhia teatral. Adotou o nome Bela Lugosi, em referencia a sua cidade natal. Atuou em pequenos papéis no teatro húngaro já em 1902.
Interrompeu sua vida artística devido à Primeira Guerra Mundial, só retornando em 1917, dizem que foi ferido por três vezes e seria esse o motivo de seu vício em morfina, porém essa versão nunca foi realmente confirmada.
Fugiu da Hungria em 1920, devido à sua oposição ao regime político da época, indo parar a Alemanha que sofria um período difícil, tendo a maior inflação do planeta. Fez alguns filmes por lá mudou-se para a América onde se estabeleceu com asilo político.
Em 1931 foi escolhido para o filme Drácula, anteriormente o protagonista seria Lon Chaney, mas este estavacom câncer. Após ter aceitado uma salário mais baixo do que o normal para um protagonista, Lugosi foi aceito para o papel.
Seu sotaque carregado e modo exagerado de falar foi criticado, mas depois seria apenas umacuriosidade pois tanto o ator quanto o vampiro são da mesma região da Europa.


  
Durante os anos 30 e 40 Lugosi fez alguns filmes notáveis, como Murders in the Rue Morgue, (1932), onde ele atuou pela primeira vez num filme baseado em Edgar Allan Poe, repetindo a experiência em The Black Cat onde fez parceria com Boris Karloff, de quem havia perdido a vaga para interpretar Frankenstein (1932) e em The Raven (1935), atuou em Island of Lost Souls (1933), que é a primeira versão do cinema para a história de H.G. Wells sobre a Ilha do Dr. Moreau, e mais duas parcerias com Karloff: The Invisible Ray (1936) e The Bodysnatcher (1945).
Em meados dos anos 40 os filmes de monstros estavam desgastados, seguiram alguns filmes cujo tema era o inusitado encontro desses monstros e algumas comédias com eles, Lugosi teve a sua participação em alguns.


  Lugosi na comédia Abbott and Costello Meet Frankenstein - encontro de monstros


Atuou como um militar soviético no clássico Ninotchka, 1939, onde Greta Garbo fez seu último filme.
Mas estava marcado como vilão ou como o Conde vampiro e nessa época Hollywood abandona as produções de horror.
Lugosi ainda tentou algumas participações na TV no início dos anos de 1950, e comparecia em cinemas de subúrbio ou cineclubes para apresentar pessoalmente a reprise de seus filmes de monstros.



O cineasta Ed Wood Jr., produtor de filmes B, era fã de Lugosi e o contratou para estrelar algumas de suas produções, como Glen or Glenda? (1953) e Bride of the Monster (1955).
Nesta época, isolado no casarão em que morava em Beverly Hills, Bela Lugosi se vestia como Drácula e dormia em um caixão. Alcoólatra e viciado em morfina foi várias vezes internado, com as despesas pagas por Ed Wood.
E foi num dos filmes trash de Wood que Lugosi assinou seu epitáfio como ator e ser humano. Em 1956, ele interpretou drácula em Plan 9 from Outer Space, um dos mais criticados filmes de todos os tempos.
 Ele e uma vampira deveriam representar um casal retirado do túmulo por invasores alienígenas do espaço. Uma semana depois do início das filmagens, 16 de agosto de 1956, Bela Lugosi morreu, e não foi por causa de estacas nem luz do sol. O filme prosseguiu com outro ator fazendo as cenas com a capa de vampiro cobrindo o rosto.
Talvez Lugosi seja o maior exemplo de como um personagem pode marcar um ator de forma negativa, mesmo angariando milhares de fãs.
Hoje, junto com Christopher Lee, é tido como o maior intérprete do Conde vampiro.
Sua interpretação carismática do personagem criou esteriótipos que são utilizados até hoje, como o cabelo penteado para trás e o smoking por baixo da capa, que na verdade era a maneira que encontraram para que o ator utilizasse um traje que poderia se apresentar em qualquer evento, bastava retirar a capa que estava pronto para um jantar ou outra apresentação solene.


                    Tatuagem que homenageia o ator interpretando o vampiro.


            Em 1979 a banda Bauhaus gravou a música "Bela Lugosi's Dead" em homenagem ao ator. A canção foi o primeiro single da banda, é o primeiro disco de rock gótico lançado. Esta música já foi tema de diversos filmes e seriados quando o tema é sobre vampiros.
Foi retratado pelo ator Martin Landau, que levou o Oscar de ator coadjuvante no filme Ed Wood (1995, de Tim Burton).


                        

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

O DRÁCULA DE CHRISTOPHER LEE - II

                                           2ª PARTE                            
                               Busto do Drácula na interpretação de Lee

     
Drácula no Mundo da Minissaia - Dracula AD - 1972
O filme trás Drácula a Londres dos anos 1970, com todas as suas nuances e grupos diferenciados. Marca também a volta de Peter Cushing como Van Helsing, personagem que não participava das tramas desde As Noivas deDrácula (1960). Vários títulos foram usados neste filme: "Dracula '72" e "Dracula Chelsea '72" (Inglaterra), "Dracula jagt Mini-Mädchen" (Dracula Chases the Mini-girls ou Dracula Persegue as Garotas de Minissaia) (Alemanha) e "Dracula '73" (título com o qual foi lançado na França em 1973).
Apesar da tradução do titulo parecer comédia, não é A idéia de trazer Drácula para o mundo moderno foi da Warner Bros logo após ver o tremendo sucesso de"Conde Yorga, Vampiro", um filme de vampirismo contemporâneo. Com isso, a WB encomendou dois filmes com a Hammer em que Drácula viveria no mundo atual. O pedido também veio após alguns estranhos envolvendo vampirismo no fim de 1969.
 Londres, 1872, uma luta final entre Lawrence Van Helsing e o Conde Drácula. Van Helsing consegue destruir seu inimigo, que vira pó, mas em razão dos ferimentos sofridos acaba morrendo.

     Curiosidade: na foto acima, a cena em que Drácula morre no início do filme, abaixo a capa de uma HQ em que o artista claramente copiou da cena do filme.

Alguém pega o anel de Drácula e recolhe um pouco de suas cinzas em uma ampola. Exatamente 100 anos depois alguns jovens, comandados por Johnny Alucard (Christopher Neame), fazem uma missa negra, sendo que uma das participantes era Jessica Van Helsing (Stephanie Beacham), descendente do caçador de vampiros.
 Como ela, quase todos estavam ali de brincadeira, mas quando a cerimônia toma um rumo inesperado a maioria foge e não vê que Johnny ressuscitou Drácula, que imediatamente suga todo o sangue de Laura Bellows, a única do grupo além de Johnny que não partira. Drácula agora quer se vingar dos descendentes de Van Helsing, sendo que o único que pode enfrentá-lo é o professor Van Helsing (Peter Cushing), o avô de Laura, que é um estudioso do assunto.

           
A sequência inicial é muito boa, e dá a impressão de que o filme seria muito melhor.

O filme é inovador, mas poderia ter  sido melhor. A luta inicial entre Drácula e Van Helsing, em cime de uma carruagem, dava a impressão de que o filme seria melhor. O sobrenome de Jonhy, Alucard, é Drácula de trás para frente, essa idéia já havia sido utilizada em outro filme de 1943, conceito utilizado no jogo Castlevania, em outros filmes e na animação Heel Sing A morte de Drácula no final é muito simplista.

Os Ritos Satanicos de Drácula - The Satanic Rites of Dracula – 1973


Um agente do serviço secreto britânico, Hanson, está investigando as ações misteriosas de uma seita demoníaca liderada pela sacerdotisa vampira Chin Yang, que realiza rituais de satanismo na mansão “Pelham House” nos arredores de Londres, um local de reuniões de um suposto grupo de pesquisas paranormais. Porém, ele é capturado, espancado e torturado, por descobrir que os responsáveis pelos ritos de magia negra são poderosos cidadãos da sociedade inglesa.
Conseguindo escapar ele passa as informações da investigação para seus superiores, que solicitam auxílio ao antropólogo Prof. Van Helsing (Peter Cushing), renomado cientista especialista em ocultismo e vampirismo, cuja missão histórica de sua família sempre foi a de caçar vampiros.
Eles descobrem uma trama diabólica os integrantes da seita são manipulados pelo empresário D. D. Denham, o próprio Drácula, para espalharem um vírus letal na humanidade e lançar o mundo num caos de destruição. Eles seriam os novos “Quatro Cavaleiros do Apocalipse”, os emissários da peste negra que trariam a morte para a civilização humana.
Apesar de todos esses filmes serem produzidos pela Hammer, e no papel de Drácula estar Christopher Lee, muitas vezes seu inimgo é Van Helsing interpretado por Peter Cushing, as continuações não tem muito nexo.
Este filme, por exemplo, se passa em Londres na década de 60, mas é como se o episódio de Drácula no Mundo das Minissaias jamais tivesse ocorrido.

FILMES DE DRÁCULA FORA DA HAMMER
El Conde Drácula – 1970
Uma produção espano-italo-germânica, dirigida por Jesus (Jesse) Franco, em um tentativa de adaptação fiel ao romance de Bram Stocker.
Realmente é o mais fiel de sua época, porém é uma produção mediocre, que apesar da presença de Lee e de Klaus Kinski, as outras atuações são dignas de novelas mexicanas.
        Klaus Kinski viria em 1979 encarnar o vampiro Nosferatus, em um remake muito bem aceito na época.
Somente após muitos anos, na grandiosa produção de  Francis Ford Copola, Drácula apareceria no início do filme envelhecido e com os cabelos brancos.



Mas mesmo com certa fidelidade ao original, o filme é muito ruim.

Drácula Pai e Filho – Drácula Père et Fils – 1976



Uma comédia francesa onde Lee faz uma  participação. O filho de Drácula só traz decepção ao pai, e não quer morder ninguém.
Para ser sincero, já faz muito tempo que asssiti, mas é muito divertido ver Lee nesta comédia açucarada.
Foi o último trabalho do ator incorporando o Conde vampiro. Para assistir sem compromisso.
A imagem do vampiro, no caso o filho de Drácula, deve ter sido percursora para o vampirinho meigo Edward (Robert Pattinson), da saga Crepúsculo.
Aquele que foge de uma menina sem graça que quer fazer sexo, e vira purpurina na luz do sol. Este é o que eu mais tenho vontade de matar! 


                       Lee, na época em que Drácula tinha três noivas e ainda caçava o pescoço de belas donzelas, e Robert Pattinson o vampirinho Edward que tem medo de praticar o "pecado da carne" e vira glitter no sol.

          Tenho certeza que daqui a algum tempo, essa "saga" será esquecida, ou lembrada como um mau momento na história dos dos vampiros.


UM BREVE CURRICULUN
                                  Lee como o monstro Frankenstein

Lee nasceu em 1922, ficou mundialmente conhecido e imortalizado por seus diversos papéis de vilão, principalmente na pele do Conde Drácula. Sua filmografia extensa, com centenas de filmes em seu currículo, sendo eleito em 2001 com um dos atores com mais participações, entrando para o livro "Guinness" de recordes mundiais.
Fez muito sucesso com files de terror como a série de vampiros da Hammer, além de outros como "A Maldição de Frankenstein"(57), "A Górgona" (64), "A Maldição do Altar Escarlate" (68), "O Ataúde do Morto-Vivo" (69), "A Casa que Pingava Sangue" (70), "A Essência da Maldade" (73), "O Homem de Palha" (73) depois houve um remake com Nicolas Cage com o nome O Sacrificio, "O Expresso do Horror" (73), "Uma Filha Para o Diabo" (76), e "A Mansão da Meia-Noite" (83), a maior parte ao lado de Peter Cushing, outro ícone do horror.
Em 1996, Lee foi escolhido para apresentar um especial produzido para a televisão comemorando o centenário do cinema de horror, dividido em 14 capítulos.


                                                  Lee, como a  múmia.

 Ele também foi o único ator a interpretar todos os mais importantes personagens do cinema fantástico: desde a criatura de Frankenstein, o vampiro Drácula, passando pela Múmia, o vilão Fu Manchu, até o famoso detetive Sherlock Holmes.


      Lee interpreta o chinês Dr. Fu Manchu, personagem marcante em sua carreira.

Christopher Lee ainda está na ativa, tendo o privilégio de ser homenageado por vários cineastas importantes como Tim Burton, participando do seu excepcional "A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça" (99), e A Fantástica Fábrica de Chocolate, ou George Lucas, que lhe deu o papel do vilão Conde Dookan / Darth Tyranus em "Star Wars: Episódio II – Ataque dos Clones" (2001), ou ainda Peter Jackson, com sua participação no papel do vilão mago Saruman na fantástica trilogia "O Senhor dos Anéis” e Também estará nos filmes “o Hóbbit” .


                                                O mago Saruman


Quanto ao vilão Conde Dookan, mencionado acima, é uma nítida homenagem as interpretações do ator como Conde Drácula.