Davidson Abreu - escritor

Davidson Abreu - escritor

terça-feira, 20 de agosto de 2013


Monstros da Universal Studios



A Universal Studios foi a responsável pela massa de monstros que invadiram as telas do cinema.
Conhecidos como Monstros Universais ou Horror Universal, foi a sequencia de filmes produzidos pela Universal entre 1923 e 1960.
Os personagens tornaram-se clássicos e sua mitologia feita a partir das telas é sólida até hoje, como por exemplo, a capa do Conde Drácula.
Os atores que interpretaram os monstros também e tornaram sinônimos de filmes de terror, como Bela Lugosi, Lon Chaney, Lon Chaney Jr e Boris Karloff.



A série começou com o filme O Corcunda de Notre Dame, em 1923, que na verdade não é um filme de terror. O ator Lon Chaney iniciaria seu legado.

Em 1925 foi produzido O Fantasma da Ópera, esse sim já considerado como terror. Estrelado novamente por Lon Chaney.



Em 1931 foi a vez de Drácula, com Bela Lugosi, e Frankenstein, com Boris Karloff.
Ler as matérias nesse blog: "O Drácula de Bela Lugosi" e "Frankenstein". 

O sucesso com esse gênero não lançou apenas atores e diretores, mas também deu importância a maquiadores e compositores, ambos importantíssimo aos sustos e ao suspense.

Em 1932 foi a vez da Múmia, com Boris Karlof. A maquiagem é assustadora até para os dias de hoje.



Em 1933 a obra de H. G. Wells foi as telas gerando um enorme sucesso – O Homem Invisível.






Em 1975 foi lançado o seriado O Homem Invisível, só que agora bonzinho.



Em 1976 outra série, Gemini Man, que acabou indo ao ar apenas o piloto e mais 6 episódios.



Em 2000 um remake do seriado estreou no Sci Fi chanell, encerrada em 2002 devido ao alto custo e brigas internas.



Nos cinemas o papel de homem invisível ficou para Kevin Bacon em o Homem sem Sombra (2000), que depois teve uma continuação com Christian Slater.





O fantástico roteirista de quadrinhos Alan Moore criou A Liga Extraordinária, com personagens da literatura, entre eles o próprio Homem Invisivel e Dr. Jekyll e Sr. Hide.




Dos quadrinhos para o cinema foi produzido o filme homônimo, e como na maioria das vezes o resultado foi muito inferior.



Com a entrada da década de 1940 foi iniciado muito bem as produções com O Lobisomem, em 1941, estrelado por Lon Chaney Jr.
Ler a matéria nesse blog: "Lobisomem"




Em 1943 foi gravado um remake de O Fantasma de Ópera, dessa vez um musical.

Os já consagrados personagens também tiveram suas sequencias na década de 40 como A Mão da Mumia, O Fantasma de Frankenstein, A Casa de Drácula, A Casa de Frankenstein, entre tantos outros, chegando por fim nas comédias com Abbott e Costello.

Na década de 50 a receita estava desgastada e só seguiu em frente de vido ao sucesso de 1954 O Monstro da Lagoa Negra, que teve mais duas continuações, que atraiu novos fãs ao gênero.




Em 1957 os estúdios Hammer entrariam no mercado do horror, mas isso é uma outra matéria.



Foi a última década do horror da Universal, não que a produtora não tenha mais lançado filmes do gênero, mas em uma escala muito menor.

Nos últimos anos vários remakes foram produzidos, alias, hoje Hollywood vive apenas de remakes e filmes de super heróis .

Os clássicos monstros da Universal ainda são e sempre serão lembrados, seja pelos filmes originais, regravações, ou por:

SELOS COMEMORATIVOS -







TATUAGENS -








              ACTION FIGURE -





MÁSCARAS DE BORRACHA -


E até mesmo ROUPAS INTIMAS !!!


                       Pois é ! Tem gente que tem medo.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013


Príncipe Vlad Tepes





“- Drácula em vida foi conhecido como o príncipe Vlad Tepes, guerreiro cruel, mestre em fugas, personalidade forte. Não foi transformado por outro vampiro, mas essa história ainda não está totalmente explicada. Portanto, além de sua personalidade e sua transformação diferenciada possui quase quinhentos anos de existência. Seus poderes além dos que eu falei a pouco, incluem o controle mental sobre alguns animais, o controle sobre ventos e tempestades e hipnose. No momento esses poderes estão sendo ampliados durantes curtos espaços de tempos por algum aliado dele que utiliza magia negra. Aproveitando esse gancho, acabei de organizar meu material de pesquisa sobre Vlad, o empalador, mais conhecido agora como Drácula, utiliza o titulo de Conde.”

Trecho do meu livro “A VINGANÇA DE DRÁCULA” no capitulo em que Abraham Van Helsing fala a uma platéia no Vaticano sobre o passado de Drácula.
 O livro é uma sequência da obra de Bram Stoker, e inicia exatamente após o final do livro Drácula.



Grande parte do material sobre a vida de Vlad Tepes foi encontrado no mosteiro beneditino de St. Gall, na Suíça, no mosteiro de Lambach e nos arquivos públicos de Estrasburgo.
Nasceu em 1431 na Transilvânia, foi educado por monges católicos. A região era estratégica e tanto ele como seu pai ficavam em constantes batalhas contra os turcos, envoltos em tramas políticas, ora eram aliados ora adversários.
Sabe-se que o sultão Murad II preparou uma armadilha a Dracul, pai de Drácula, que atravessou o rio Danúbio com seu filho sendo preso e levado ao sultão acusado de deslealdade.
Vlad Tepes e seu irmão, Radu, ficaram como reféns sob prisão domiciliar.
Para recuperar o trono Dracul jurou lealdade aos turcos, e devido a essa decisão, em dezembro de 1447 Dracul foi assassinado pelo Governador Geral e Regente da Hungria João Hunyadis, e seu filho mais velho, Mircea, foi cegado com ferro em brasa e enterrado vivo. Drácula ficou cativo até 1448 quando fugiu.



O Principe Vlad era um generoso doador da igreja e preocupado com a vida após a morte.
Quando ascendeu ao trono em junho de 1456, os astrônomos documentaram a aparição de um enorme cometa, que mais tarde virou tema de estudo do astrônomo Edmond Halley.
Apesar de ser um cruzado e manter seu juramento ao rei húngaro e ao Papa, Drácula cumpria obrigações de vassalagem como o pagamento de tributo. Esses tributos foram pagos apenas nos seus primeiros três anos de reinado.
Em 1461 iniciou sangrenta campanha contra os turcos. Usou táticas de guerrilha e uma interessante tática na qual consistia encorajar os doentes com lepra, tuberculose e peste a se vestirem como turcos e se infiltrarem entre os soldados para contaminá-los.
Ao contrario da história contada no filme “Drácula – de Bram Stoker, a morte de sua esposa se deu com o desenrolar da guerra os turcos finalmente cercam o castelo de Vlad, para não ser capturada sua esposa se atira de uma das torres morrendo no rio Arges, mas ele não estava presente.

                                          Gary Oldman, como Drácula

Vlad procurou o rei Matias, da Hungria, para que lhe ajudasse, mas devido às atrocidades cometidas por Drácula cujos relatos há tempos haviam chegado à corte como os milhares de assassinatos por empalamento contra homens, mulheres e crianças, e também devido a outras pretensões políticas do rei, então em vez de ajuda ele foi feito prisioneiro.
Vlad chamou a atenção da irmã do rei, Iona, a qual acabou se casando. No decorrer de doze anos que ficou detido na cidade, conquistou a confiança do rei, recebendo o titulo de capitão partiu para uma nova cruzada contra os turcos, era o início de sua reconquista ao trono da Transilvânia.



Em uma das batalhas ele subiu em uma colina para observar melhor seus homens matando os turcos, mas afastado de seus homens foi ferido por uma lança que alguns dizem que o lançador da arma o teria confundido com um turco, sendo ele atacado por seus próprios homens. Defendeu-se como um leão ferido matando cinco com sua própria espada, mas sucumbiu perante seus oponentes.
Muito se fala nas atrocidades cometidas por Vlad, entre elas quando fez sua refeição em volta de vários corpos que acabaram de serem empalados.



Certamente há exageros em muitas narrativas pelo fato de terem sido feitas por seus inimigos que não eram poucos.
Mas é fato de que seus métodos eram cruéis, é claro que sua personalidade é a maior causa disso, mas deve ser levado em conta a época, o lugar e suas experiências.
Seu reino vivia sob a ameaça das invasões turcas e também pelo assédio do Rei da Hungria.
Certa vez mandou pregar com pequenas tachas aos turbantes de enviados turcos por não a retirarem na sua presença, e os enviou de volta a Turquia.
O empalamento era a sua marca. Consistia em espetar com uma longa lança o corpo de um homem e deixá-lo pendurado até a morte.
Costumeiramente a lança era introduzida ao ânus da vitima.
A morte era lenta e dolorosa, causando terror aos que passavam e viam os corpos pendurados.
Devido a essas e outras histórias, somadas as lendas locais, Vlad Tepes foi a inspiração de Bram Stoker para seu principal livro – Drácula.



Há alguns filmes e documentários que contam sua história e um dos livros mais famosos é "Em Busca de Drácula e Outros Vampiros", de Raymond T. McNally e Radu Florescu.
Uma produção romena de 1992 se destaca. Pode ser encontrada no youtube como Vlad Tepes ou Vlad the Empaler.
http://youtu.be/VqbagKqtbAQ

                                               Cena do filme                              


Curiosamente, o castelo atribuído ao vampiro é o castelo de Bran, que na verdade não foi morada de Vlad, mas é um belo ponto turístico.



Apesar de tudo, Vlad era visto como herói.
Duro, cruel, mas com um bravo guerreiro que defendia seu reino e a Europa das invasões turcas, provido de um grande senso de justiça.
Alguns fazem uma homenagem tatuando o personagem histórico no corpo.


Action Figure:


E algumas brincadeirinhas!




segunda-feira, 12 de agosto de 2013


NOSFERATU



O filme NOSFERATU, Eine Synphonie dês Grauens, de 1921 pretendia ser o primeiro a contar a história de Drácula, porém, devido a negativa da esposa de Stoker quanto aos direitos autorais, não foi possível.



Chegou a ser condenado por plágio e quase todas as cópias foram destruídas.
Mesmo assim, a obra de F. W. Murnau foi considerada uma obra prima.

                                   Klaus Kinski no navio Demeter

Mais tarde, em 1979, um premiado remake com o ator Klaus Kinski no papel do vampiro.
Dessa vez, devido ao personagem ter caído em domínio público, foram usados os nomes do elenco do livro, com algumas alterações. O então Conde Orlok se chama Drácula.
            Diga-se de passagem, o ator principal é tão feio que acredito que nem precisou de muita maquiagem. Como pode ele ser pai da linda Natasha Kinski?

                                            Não saiu nada ao papai Klaus

           Uma macabra curiosidade sobre a produção desse filme foi a crueldade imposta as centenas de ratos que foram importados para as cenas da peste negra.



            No caminho, devido ao fato de não terem sido alimentados uns comeram os outros, reduzindo assim seu número.
           Também passaram por um cruel processo de tingimento, a fim de que ficassem da cor cinza.
            Nesse processo eram mergulhados na tintura quase fervente e muitos também morreram.

Nesse intervalo a história foi muito bem reproduzida nos velhos quadrinhos de terror.
Pra ser sincero, não lembro bem em qual revista e não consegui sucesso na pesquisa, mas provavelmente foi em A Tumba de Drácula.



Em 2000 uma curiosa película foi produzida, A Sombra do Vampiro.
 O filme em que a história é justamente a produção do filme de Mureau, porém, o diretor contrata um vampiro de verdade para interpretar o Conde Orlok, interpretado na vida real pelo excelente Willem Dafoe e Murnau pelo grande John Malkvoit.



O filme foi indicado ao Oscar e Dafoe venceu o Globo de Ouro de melhor ator coadjuvante, sendo convidado para ser o inimigo do Homem Aranha, o Duende Verde.

             Entre as diversas figuras de ação (action figure), algumas interessantes apesar de lembrar o velho Scrooge, da animação Os Fantasmas de Scrooge.







          
                                Até que a animação de Scrooge lembra ele

             Alguns eternizam o personagem em sua própria pele. Tem coragem?



         Também não podemos deixar de reconhecer nosso Nosferatu brasileiro, José Serra, que por muitos anos sugou meu salário como Governador de São Paulo.


           
Qualquer semelhança é mera coincidência.



terça-feira, 8 de maio de 2012

THE WALKING DEAD - A Série da TV


The Walking Dead é uma publicação mensal de quadrinhos publicada nos Estados Unidos pela Image Comics a partir de 2003.
A história foi criada e escrita por Robert Kirkman e o desenhista Tony Moore, substituído por Charlie Adlard a partir da edição número 7, mas que continuou a desenhar as capas até a edição número 24.
 A série narra a história de um grupo de pessoas tentando sobreviver em um mundo atingido por um apocalipse zumbi. No Brasil a série é publicada em forma de encadernados pela HQM Editora.
A série não teve grandes vendas durante seu lançamento, mas ganhou grande popularidade com o tempo.
Em 2006, a primeira tiragem da trigésima terceira edição da série esgotou em apenas 24 horas.



Em 20 de janeiro de 2010, a AMC anunciou oficialmente que eles haviam encomendado um piloto para uma possível série adaptada do quadrinho The Walking Dead, com Frank Darabont e Gale Ann Hurd atuando como os produtores executivos e Darabont como diretor e roteirista também.
Toda a série foi pré-encomendada baseada apenas na força do material de origem, os roteiros de televisão e o envolvimento de Darabont.



 Em janeiro de 2010, uma resenha do roteiro do piloto atraíu mais atenção.
 As gravações do piloto começaram em 15 de maio de 2010, em Atlanta, Geórgia, após a AMC ter encomendado uma temporada de seis episódios.
 O restante dos episódios da temporada começaram a serem gravados em 2 de junho de 2010, com Darabont sendo o produtor responsável pela série.
A série foi filmada em sua totalidade em 16 mm. David Tattersall foi o diretor de fotografia do piloto, com David Boyd assumindo o cargo no restante dos episódios. A direção de arte ficou a cargo de Greg Melton e Alex Hadju. A maquiagem foi feita por Gregory Nicotero.



O seriado The Walking Dead mal voltou às telas e o canal ACM já renovou o contrato para uma terceira e quarta temporada.
            Baseado na série em quadrinhos homônima criada por Robert Kirkman, que também é produtor executivo da adaptação televisiva, mostra os desafios de um grupo de pessoas para fugir e sobreviver em um mundo tomado por zumbis.
            É interessante notar que o que chama mais atenção são os conflitos pessoais dos protagonistas, e não apenas a aparição dos zumbis.



            Os atores são muito competentes e conduzem os capitulos de forma séria e dramatica, aliado a ótimos roteiros e uma trilha sonora apreensiva.
            Situações que seriam o real cotidiano de um grupo, caso isso realmente ocorresse, proporciona o clima de terror e agonia, sendo que as cenas que provocam medo não necessitam ser a noite o na escuridão.
            O final de cada episódio sempre revela uma pequena surpresa, o que dá um gostinho de quero mais.
            E personagens que eram tidos como principais, já morreram, o que faz com que o espectador nunca saiba ao certo qual será a próxima morte.
            Muito ainda está para acontecer, eles ainda vão se refugiar em uma prisão abandonada e enfrentar sobreviventes (não zumbis) canibais.
            Como já começou a ser mostrado, não são apenas os zumbis os inimigos, mas a procura de comida, água, a convivência com eles mesmos e outros sobreviventes, pois os acontecimentos acabam transformando o planeta em um clima de selvageria no qual o ser humando acaba cedendo aos seus instintos mais egoistas e violentos.
            E até o momento ainda não foi centralizado a trama em um vilão, mas sim aos zumbis, ou em um ou outro do grupo que age de forma irritante, como acontece em qualquer grupo social.
            Mas isso está para acabar, pois eles encontrarão seu maior problema – O Governador.
A estréia da segunda temporada nos Estados Unidos quebrou recordes de audiência para um programa de TV a cabo feito para público entre 18 a 49 anos, uma marca que já durava dez anos. Foram 7,3 milhões de telespectadores.




O sucesso se repete em outros mercados. No Brasil, o seriado é transmitido pelo canal Fox, que também teve um recorde de audiência com o seriado.
Em 2010, The Walking Dead foi indicado ao Globo de Ouro na categoria Melhor Série Dramática, e venceu o Emmy Award de 2011 pelo trabalho de maquiagem dos zumbis.
A série desde então passou a ser sinônimo de sucesso financeiro e crítico, vendo o poderio da série, ela se expande cada vez mais para mercados como jogos e livros, além da serie na TV e da HQ.

                           Bonecos (figure) baseados nos personagens da série.



A série de TV fez as ações da AMC subirem de valor.
Histórias não faltam e o número das edições de quadrinhos já estão bem adiantadas, só nos resta aguardar ansiosos por novas temporadas.



Em todo caso, é sempre bom mantermos alguma comida estocada em casa e algum tipo de arma que possa arrebentar a cabeça de alguns zumbis, caso um desastre desses venha a acontecer. Rsrsrsrsrsrs